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BNDES investe R$ 150 milhões para recuperar 15 mil hectares de Mata Atlântica com empresa Tree+

Recursos do Fundo Clima vão recuperar áreas degradadas e impulsionar a bioeconomia

BNDES investe R$ 150 milhões para recuperar 15 mil hectares de Mata Atlântica com empresa Tree+ (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou contrato de R$ 151,8 milhões com a empresa Tree Agroflorestal S.A. (Tree+) para restaurar 15 mil hectares de áreas degradadas da Mata Atlântica. A iniciativa utiliza recursos do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos e terá foco inicial no Norte Fluminense. O projeto começará nos municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana e Quissamã, com possibilidade de expansão para o sul do Espírito Santo e a Zona da Mata Mineira.

Investimento do Fundo Clima no Norte Fluminense

A recuperação será realizada em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais (RLs) e áreas voluntárias adicionais, em conformidade com o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica. O plantio utilizará exclusivamente espécies nativas, com o objetivo de recompor habitats, conectar fragmentos florestais e favorecer o retorno da fauna silvestre.

Em 2025, a Tree+ já executou ações de recuperação em cerca de 2 mil hectares. A empresa desenvolve um mosaico florestal de aproximadamente 50 mil hectares no Sudeste brasileiro, combinando restauração ecológica, sistemas agroflorestais e manejo sustentável.

“O governo Lula recolocou o Brasil no centro da agenda global do clima, com compromisso real com a redução do desmatamento e a restauração de florestas. A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais degradados do país. Apoiar projetos de recuperação em escala é essencial para proteger a biodiversidade, enfrentar eventos climáticos extremos e gerar emprego e renda nos territórios”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Impactos ambientais e geração de empregos

A Mata Atlântica concentra cerca de 20 mil espécies vegetais, o equivalente a aproximadamente 35% das espécies brasileiras, muitas delas endêmicas. De acordo com dados do MapBiomas, é o bioma com menor cobertura vegetal remanescente no país, cenário considerado crítico no Norte Fluminense.

O projeto adota uma abordagem integrada da paisagem, com participação de produtores rurais. Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) serão utilizados como instrumento para recuperar a produtividade de áreas agropecuárias e viabilizar a adesão voluntária à restauração.

Geração de emprego e renda

A estimativa é de geração de mais de 800 empregos diretos e indiretos na fase de implantação, envolvendo viveiros de mudas, coleta de sementes, manutenção florestal e serviços técnicos especializados. A iniciativa também prevê ações voltadas à inclusão de mulheres, com capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo local.

“O investimento do BNDES representa um valor que vai além do econômico: é um indicativo de que a recuperação de áreas degradadas se tornou uma prioridade nacional, estimulando também o engajamento do capital privado nesse propósito. Essa parceria, além de promover ganhos ambientais por meio do restabelecimento de habitats, cria um verdadeiro hub de serviços florestais e ecossistêmicos que expressam a vocação natural do Brasil e do Norte fluminense, gerando emprego e renda a partir de seus recursos renováveis”, afirmou a diretora de ESG da Tree+, Adauta Braga.

BNDES Florestas e metas climáticas

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou o papel estratégico da restauração. “A restauração florestal é uma política pública estratégica. Ela recupera o meio ambiente, gera trabalho, fortalece economias locais e reduz a vulnerabilidade climática. Ao apoiar projetos como este no Norte Fluminense, o BNDES contribui para diversificar a base econômica da região e construir uma nova trajetória de desenvolvimento associada à bioeconomia”, afirmou.

O financiamento integra a estratégia BNDES Florestas, alinhada ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Desde 2023, o banco já mobilizou mais de R$ 7 bilhões para conservação e restauração de florestas brasileiras, por meio de crédito, garantias e instrumentos de apoio produtivo.

Operado pelo BNDES, o Fundo Clima é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e financia projetos de mitigação e adaptação climática, conservação florestal, proteção da biodiversidade e segurança hídrica, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono.

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