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BNDES libera R$ 350 milhões para Rumo investir em locomotivas híbridas e vagões-tanque

Recursos do Fundo Clima vão financiar modernização sustentável de malha ferroviária no Centro-Oeste

BNDES libera R$ 350 milhões para Rumo investir em locomotivas híbridas e vagões-tanque (Foto: Agência Brasil )

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 350 milhões destinado à Rumo, principal operadora privada de ferrovias de carga do país, para a compra de novas locomotivas híbridas e vagões-tanque. A iniciativa busca fortalecer a logística ferroviária voltada ao escoamento de biocombustíveis, com foco especial no etanol de milho produzido na região Centro-Oeste.

Os recursos são provenientes do Fundo Clima e permitirão à empresa adquirir seis locomotivas com tecnologia híbrida, além de pelo menos 160 vagões-tanque. Com o investimento, a capacidade anual de transporte de biocombustíveis da Rumo será ampliada em 928 mil metros cúbicos, o que representa um crescimento de 32% em relação ao volume movimentado pela companhia em 2024.

As locomotivas híbridas combinam motor a combustão com propulsão elétrica, o que resulta em maior eficiência energética e menor impacto ambiental. Segundo estimativas do próprio BNDES, a substituição do transporte rodoviário pelo ferroviário, aliada ao uso dessa tecnologia, deve proporcionar uma redução anual de 62,3 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂).

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A adoção da tração híbrida representa a alternativa tecnológica mais viável para a descarbonização da matriz ferroviária no curto e médio prazo, por ter menor custo de implementação e menor dependência de obras civis complexas, o que reforça o caráter inovador da iniciativa”, afirmou.

A vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, também ressaltou a relevância do investimento para a agenda ambiental e econômica do país. “Ampliar o investimento na ferrovia, com acesso competitivo a linhas de financiamento, como o Fundo Clima, é uma forma de reconhecer e valorizar os atributos de sustentabilidade deste modal e sua contribuição estratégica para a economia nacional. Demos um passo muito importante”, declarou, também em nota.

De acordo com a executiva, o fortalecimento do modal ferroviário é fundamental para que o Brasil avance na descarbonização da matriz de transportes no longo prazo e mantenha posição de destaque em cadeias produtivas que dependem de uma logística eficiente, sustentável e capaz de transportar grandes volumes por longas distâncias.

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