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Desmatamento na Amazônia cai em 2025 ao menor nível em seis anos

Segundo o MapBiomas, o desmatamento recuou em todos os biomas brasileiros

Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O desmatamento na Amazônia brasileira caiu ao menor nível em seis anos, em um movimento que acompanhou a redução da perda de vegetação em todos os biomas do país em 2025. Segundo o relatório do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (27), o Brasil registrou queda de 20,6% no desmatamento em relação ao ano anterior, ficando abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde o início da série histórica da rede de monitoramento, em 2019.

Em 2025, quase 985 mil hectares foram desmatados no país. A redução foi considerada um resultado positivo para o governo, que tem a pauta ambiental entre suas prioridades e assumiu o compromisso de combater a exploração ilegal de madeira até 2030. Ainda assim, o levantamento mostra que a devastação permanece em ritmo elevado, especialmente na Amazônia, onde a perda de vegetação foi equivalente a quase cinco árvores derrubadas por segundo.

Queda atinge todos os biomas brasileiros

De acordo com o MapBiomas, o desmatamento recuou em todos os biomas do país. Na Amazônia, a queda foi de 23,5% entre 2024 e 2025. O dado não inclui perdas provocadas por incêndios, mas as queimadas também registraram queda expressiva no ano passado, depois do recorde observado em 2024.

O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, associou a redução ao avanço das medidas de fiscalização e ao aumento da transparência nas autorizações concedidas.

“O que a gente vê é o aumento das ações de fiscalização, de embargo, e o aumento da transparência dos dados sobre autorizações concedidas. E isso tem uma correlação direta com essa queda que a gente observa em todos os biomas brasileiros”, afirmou Marcos Rosa à AFP.

Segundo ele, 65% das áreas onde o MapBiomas identificou perda de vegetação foram alvo de ações concretas das autoridades em 2025. Em 2024, essa proporção havia sido de 54%. Em 2019, primeiro ano da presidência de Jair Bolsonaro, o índice era de apenas 5%.

Amazônia melhora, mas destruição segue elevada

Apesar da melhora nos indicadores, o relatório aponta que a pressão sobre a maior floresta tropical do planeta continua significativa. Na Amazônia, “quase cinco árvores por segundo” foram perdidas, segundo o MapBiomas.

O resultado evidencia uma desaceleração do desmatamento, mas não elimina a gravidade do problema ambiental. A queda no ritmo de destruição ocorre em um contexto de maior cobrança por resultados ambientais do Brasil, especialmente após a COP30, conferência do clima da ONU organizada em Belém.

Cerrado concentra mais da metade do desmatamento

O Cerrado voltou a ser o bioma mais atingido pela perda de vegetação em 2025. Segundo o MapBiomas, a região concentrou mais da metade de todo o desmatamento registrado no país, mesmo com a queda observada em escala nacional.

A rede de monitoramento, formada por universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia, atribui quase toda a perda de vegetação no Brasil à expansão agropecuária. O dado reforça a pressão sobre áreas de fronteira agrícola e mantém o debate sobre os efeitos da atividade econômica sobre os biomas brasileiros.

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