Ministério amplia cooperação e consolida mulheres e clima como eixo estratégico
Atuação em 2025 fortaleceu políticas para mulheres, participação social e integração da pauta climática na governança pública
247 - Ao longo de 2025, o Ministério das Mulheres intensificou a articulação com estados e municípios para fortalecer a gestão das políticas públicas voltadas às mulheres, ampliar a participação feminina nos espaços de poder e consolidar a governança federativa como base para a efetivação de direitos. A agenda combinou cooperação institucional, ampliação da capacidade local, mobilização social e a incorporação do eixo Mulheres e Clima como diretriz transversal das políticas públicas.
A estratégia envolveu apoio direto à institucionalização de organismos de políticas para mulheres nos territórios, além da mobilização da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM). Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a cooperação com estados e municípios é fundamental para transformar direitos em ações concretas. “Quando o Ministério se articula com as gestoras e com as estruturas locais, a política chega na ponta, com mais capilaridade, continuidade e impacto na vida das mulheres”, afirmou.
Entre os principais marcos de 2025 estão o Encontro com Gestoras Estaduais de Políticas para Mulheres, realizado nos dias 6 e 7 de maio, em Brasília, a criação do Fórum Nacional de Gestoras de Políticas para as Mulheres e o lançamento do Programa de Fortalecimento da Gestão de Políticas para as Mulheres. Também se destacam o edital de R$ 10 milhões para apoiar mais de 70 municípios com veículos e estrutura administrativa, a expansão do número de secretarias e organismos voltados às políticas para mulheres e a realização do Prêmio Mulheres no Hip-Hop.
Fortalecimento da gestão local e cooperação federativa
O diálogo permanente com gestoras estaduais e municipais foi um dos pilares da atuação do ministério em 2025. O Encontro com Gestoras Estaduais reuniu lideranças e equipes técnicas para alinhar prioridades, debater desafios e definir caminhos de cooperação entre os entes federativos. No mesmo sentido, a criação do Fórum Nacional de Gestoras de Políticas para as Mulheres, instituído por portaria em abril de 2025, consolidou um espaço permanente de articulação institucional.
O Programa de Fortalecimento da Gestão de Políticas para as Mulheres buscou ampliar a capacidade institucional nos territórios, com apoio técnico e financeiro. O edital de R$ 10 milhões permitiu a aquisição de veículos e o reforço da estrutura administrativa local, ampliando mobilidade e condições operacionais para a execução das políticas de igualdade de gênero.
Esse esforço refletiu-se na expansão das estruturas institucionais: o número de secretarias e organismos de políticas para mulheres no país passou de 1.306 para mais de 1.450. O avanço reforça a institucionalização como elemento central para o planejamento, a execução de programas e a articulação de serviços e ações de participação social.
Participação política e enfrentamento à violência de gênero
A ampliação da presença feminina nos espaços de decisão também esteve no centro da agenda do ministério. Em 2025, foi realizado o Seminário Nacional sobre Violência Política contra as Mulheres: diálogos para o enfrentamento, que reuniu mais de 300 participantes, entre parlamentares, lideranças e especialistas. O encontro contribuiu para dar visibilidade ao tema, fortalecer articulações e qualificar respostas institucionais.
Como desdobramento, o Ministério das Mulheres firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Defensoria Pública da União, o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério Público Federal. O acordo estabelece ações conjuntas para enfrentar a violência política de gênero e promover um ambiente mais seguro para candidatas, parlamentares, gestoras públicas e lideranças comunitárias.
5ª CNPM e fortalecimento da participação social
A preparação e a realização da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres mobilizaram diferentes regiões do país e consolidaram a participação social como eixo estruturante das políticas públicas. O processo conferencial articulou etapas nos territórios, ampliou espaços de escuta e construção coletiva e buscou pactuar prioridades nacionais para fortalecer a presença das mulheres nos espaços de decisão.
Mulheres e clima como agenda transversal
A integração entre igualdade de gênero e políticas ambientais ganhou centralidade em 2025 com a incorporação da Estratégia Transversal Mulheres e Clima ao Plano Clima. A iniciativa reforçou a perspectiva de gênero como elemento estruturante das políticas climáticas e ampliou a participação feminina em espaços de governança, como a COP30.
Para a secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política, Sandra Viana, a integração entre gênero e clima é fundamental para a efetividade das políticas públicas. “Não existe política climática justa sem participação das mulheres e sem olhar para os territórios. A articulação institucional é o caminho para garantir que a resposta à crise climática reduza desigualdades, proteja direitos e inclua as mulheres nos espaços de decisão”, afirmou.
Cultura, diversidade e protagonismo feminino
A agenda do ministério também incluiu a valorização da cultura como espaço de participação e expressão. O Prêmio Mulheres no Hip-Hop reconheceu trajetórias e iniciativas de mulheres no movimento, destacando o protagonismo feminino, a diversidade e a cultura como dimensões essenciais da participação social e política.
Com esse conjunto de ações, o Ministério das Mulheres encerrou 2025 com a consolidação de uma agenda integrada, que articula governança federativa, participação social, igualdade de gênero e justiça climática como pilares das políticas públicas.



