‘Acordo Mercosul-UE é uma vitória histórica do multilateralismo', analisa Edinho Silva
O presidente do Partido dos Trabalhadores ainda bateu duro no governo Donald Trump
247 - O presidente do PT, Edinho Silva, destacou neste sábado (17) a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no Paraguai. “É uma vitória do multilateralismo, do diálogo, da construção democrática e de relações de respeito entre as nações”, escreveu o petista na rede social X.
De acordo com o dirigente do PT, o acordo “vai além da construção de uma nova normativa comercial, muito proveitosa para ambos os lados - um acordo de ‘ganha-ganha’, sem nenhuma prática de imposição ou de submissão”.
“Também significa a construção de uma parceria para o desenvolvimento tecnológico, para a transição energética, para o conhecimento e para a definição dos rumos do mundo. Essa é uma vitória do multilateralismo, do diálogo, da construção democrática e de relações de respeito entre as nações”.
Donald Trump
O presidente do PT criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O governo dos EUA adota práticas da cultura fascista - expansionismo territorial, combate e perseguição aos “diferentes”, autoritarismo como método de governo - e da opressão econômica, criando as condições para uma terceira guerra mundial, agora econômica - sem que tenha aberto mão da imposição bélica”.Hoje se concretiza uma vitória histórica: o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Leia a íntegra da análise, publicada antes da assinatura do acordo:
Hoje se concretiza uma vitória histórica: o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Um acordo que vai além da construção de uma nova normativa comercial, muito proveitosa para ambos os lados - um acordo de “ganha-ganha”, sem nenhuma prática de imposição ou de submissão. Também significa a construção de uma parceria para o desenvolvimento tecnológico, para a transição energética, para o conhecimento e para a definição dos rumos do mundo. Essa é uma vitória do multilateralismo, do diálogo, da construção democrática e de relações de respeito entre as nações.
Enquanto o governo dos EUA adota práticas da cultura fascista - expansionismo territorial, combate e perseguição aos “diferentes”, autoritarismo como método de governo - e da opressão econômica, criando as condições para uma terceira guerra mundial, agora econômica - sem que tenha aberto mão da imposição bélica -, a Venezuela está aí para “gritar” que força bélica e hegemonia econômica ainda podem produzir desastres históricos.
O governo Trump torna visível a face mais perversa da definição de imperialismo e traz de volta o temor de revivermos tragédias históricas e humanitárias, com a ofensiva para enfraquecer e destruir a ONU e o seu arcabouço legal.
Antagonicamente, a União Europeia e o Mercosul fortalecem o caminho das boas práticas institucionais, do fortalecimento de organizações e organismos internacionais. O mundo reconhece o empenho do Presidente
@LulaOficial
nessa construção, sua dedicação e compromisso, mesmo nos momentos mais difíceis dessa jornada.
Um acordo que teve início em 1999, no século XX, e ganhou celeridade com a volta do Presidente Lula ao governo do Brasil, em 2023. Em nenhum momento o Presidente Lula deixou de acreditar em sua importância ou deixou de trabalhar para a concretização desse acordo. Isso, inclusive, foi reconhecido pela líder alemã Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
A assinatura, depois de 26 anos de negociações, vai trazer ao Brasil e aos europeus mais oportunidades de desenvolvimento. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem 720 milhões de pessoas.
Enquanto o governo Trump vira as costas dos EUA para a Europa, enfraquece a OTAN e desrespeita acordos históricos, tudo isso para fazer prevalecer concepções imperialistas, a América do Sul, seja por meio dos países fundadores do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai -, seja por meio dos países associados - Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname -, abraça a União Europeia, fortalecendo não só os laços comerciais e de desenvolvimento, mas, principalmente, a busca de um mundo democrático e de paz.


