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Ala do Planalto vê Jaques Wagner fragilizado e projeta corte de Lula

Ministros avaliam que líder do governo no Senado perdeu sustentação após operação da PF e citações ligadas ao banco Master

Jaques Wagner (Foto: Andressa Anholete / Agência Senado)
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247 - Integrantes do primeiro escalão do Palácio do Planalto avaliam que Jaques Wagner (PT-BA) já não reúne condições políticas para continuar como líder do governo no Senado, em meio ao desgaste provocado por uma operação da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (18) e por menções a negócios associados ao banco Master.

As informações são da coluna de Daniela Lima, no UOL. Segundo a publicação, auxiliares próximos ao presidente aguardam a palavra final de Lula, que retornou de viagem ao G7 por volta das 5h desta quinta-feira (18) e ainda não havia iniciado os despachos no momento em que a avaliação circulava no governo.

De acordo com a apuração, o presidente foi aconselhado a estabelecer uma linha de corte objetiva, mesmo diante da relação pessoal de longa data que mantém com Wagner. Lula e o senador são aliados históricos e amigos há décadas, o que torna a eventual decisão politicamente sensível dentro do núcleo governista.

O ponto que mais pesou contra o senador, segundo integrantes do Planalto ouvidos pela coluna, foi o fato de ele ter assegurado, em diferentes momentos, que não haveria motivo de preocupação sobre suas relações com sócios do banco Master. A avaliação interna mudou à medida que vieram à tona ligações de familiares de Wagner com negócios vinculados a Daniel Vorcaro e Augusto Lima, donos da instituição financeira.

Alvo da operação da PF nesta quinta-feira (18), Wagner aparece em conversas relacionadas ao registro de um imóvel de alto valor com Augusto Lima, então sócio de Vorcaro, que atualmente está preso. A publicação também afirma que o senador tratou de medidas de interesse do banco e que foram encontrados US$ 50 mil em dinheiro vivo em um de seus endereços em Brasília.

No Congresso, aliados do governo avaliam que Lula demorou a agir diante do desgaste. Segundo a coluna, interlocutores afirmam que o risco político de manter Wagner na liderança do governo já era conhecido havia algum tempo.

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