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Veja quais restrições André Mendonça determinou contra Jaques Wagner após nova etapa da Compliance Zero

Senador fica sujeito a medidas cautelares após operação sobre Banco Master, apartamento em Salvador e supostas vantagens indevidas

Jaques Wagner (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) após a nova etapa da Operação Compliance Zero, que apura relações entre agentes públicos, instituições financeiras e negócios ligados ao Banco Master. A informação foi publicada nesta quinta-feira (18) pelo jornal O Globo.

A decisão impõe limites de contato ao parlamentar. Wagner não poderá falar com “gerentes, administradores, corretores, funcionários, engenheiros, arquitetos ou quaisquer colaboradores” das empresas MD BA Parque Florestal Construções e Grupo Moura Dubeux.

As duas companhias aparecem vinculadas ao condomínio Poème Horto, empreendimento de alto padrão localizado no Horto Florestal, em Salvador. A investigação apura se o apartamento citado no caso, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, teria entrado no conjunto de vantagens indevidas atribuídas ao senador.

A Operação Compliance Zero cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A PF também mira outros investigados e analisa possíveis conexões entre decisões políticas, repasses financeiros e interesses de agentes ligados ao Banco Master.

Além da proibição de contato com pessoas ligadas às empresas mencionadas, a decisão inclui a suspensão dos passaportes dos investigados e a proibição de contato entre eles. As medidas buscam preservar a apuração e impedir interferências no andamento do caso.

A PF investiga se Wagner teria recebido vantagens em troca de atuação política favorável aos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional. Os investigadores analisam a relação do senador com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso ganhou força após a PF levantar suspeitas sobre o apartamento em Salvador. A investigação apura se o imóvel teria relação com benefícios concedidos ao senador em meio à atuação de pessoas ligadas ao banco e ao setor financeiro.

Wagner nega irregularidades. Em entrevista à BandNews, o senador afirmou que nunca recebeu dinheiro do Banco Master e disse que pediu a Augusto Lima que comprasse um apartamento com a condição de recomprar o imóvel posteriormente. “Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses”, afirmou o senador.

Na mesma entrevista, Wagner tratou Augusto Lima pelo apelido e detalhou a versão apresentada para a compra do imóvel. “Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’. Porque o apartamento está em construção e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”.

A PF também encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a Wagner. O senador afirmou que os valores vieram de diárias pagas pelo Senado, declaradas e não utilizadas em missões internacionais.

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