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Alckmin sinaliza chapa com Lula e cita Haddad como "ótimo candidato" para São Paulo

Vice-presidente dá sinal de que pretende concorrer ao lado do presidente Lula e cota Haddad, Márcio França e Simone Tebet para São Paulo

Vice-presidente Geraldo Alckmin; ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 25/08/2025 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta sexta-feira (6) que ainda não existe definição sobre a composição da chapa presidencial para as eleições de 2026. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de disputar novamente o cargo de vice-presidente ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele disse que a decisão será tomada apenas mais adiante.

As declarações foram registradas durante agenda oficial no Espírito Santo. Alckmin participou de uma cerimônia de entrega de equipamentos médicos em Colatina (ES), onde comentou o cenário político e as possíveis candidaturas para as próximas eleições.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de voltar a integrar a chapa presidencial, Alckmin destacou sua participação no governo federal e afirmou que se sente honrado por atuar ao lado de Lula. “Essa é uma definição mais pra frente, mas quero dizer que estou muito honrado e feliz de participar com o presidente Lula ajudando o Brasil”, declarou.

Possíveis candidaturas em São Paulo

Durante a conversa com jornalistas, o vice-presidente também comentou o cenário político em São Paulo, mencionando nomes que, segundo ele, poderiam disputar cargos relevantes no estado.

Entre os citados está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Alckmin afirmou que o petista reúne condições para concorrer a diferentes cargos. “Em São Paulo temos Fernando Haddad, que é ótimo candidato pra tudo”, disse.

Além de Haddad, o vice-presidente mencionou o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, que já governou o estado, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. “O Márcio França, que foi governador e é ministro do governo Lula, e a Simone Tebet, que pode ir pra São Paulo. Então você tem aí um conjunto de alternativas”, afirmou.

Saída do ministério antes das eleições

Na quinta-feira (5), Alckmin anunciou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no dia 4 de abril. A data corresponde ao prazo limite de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar eleições.

Apesar da saída da pasta, o papel político do vice-presidente no pleito de 2026 ainda não está definido. Dentro do governo, parte dos aliados considera natural que ele volte a compor a chapa presidencial com Lula, enquanto outros defendem que a vaga de vice seja ocupada por um nome de outra legenda.

Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), mencionou que o MDB possui quadros que poderiam integrar a chapa presidencial. Entre os nomes citados estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho.

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