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Tebet diz que 'fim da escala 6x1 não vai quebrar o Brasil'

Ministra afirma que estudos do governo apontam viabilidade da mudança sem redução salarial

Simone Tebet (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta terça-feira (3) que a ideia de que o Brasil entraria em colapso econômico com o fim da escala de trabalho 6x1 demonstra desconhecimento sobre a realidade do país. A declaração foi feita durante a abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo. As informações são da CNN Brasil.

Tebet defende mudança na jornada de trabalho

Durante sua participação no painel de abertura, a ministra destacou que estudos solicitados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicam que a alteração na jornada de trabalho é viável e pode ocorrer sem redução salarial para os trabalhadores.

“O estudo que o presidente determinou mostra que é possível, é plausível e garante a dignidade o fim da escala 6x1 sem redução salarial”, afirmou Tebet. Segundo a ministra, a mudança na organização da jornada pode representar um avanço na garantia de direitos trabalhistas e na melhoria das condições de trabalho no país.

Estudo do governo aponta viabilidade da proposta

Tebet também criticou os argumentos de que a mudança provocaria uma crise econômica no Brasil. Para ela, esse tipo de avaliação ignora a realidade nacional e os princípios previstos na Constituição Federal.

“Dizer que o Brasil vai quebrar com o fim da escala 6x1 é não conhecer a realidade do Brasil. É desobedecer à Constituição Federal, que diz que todos são iguais perante a lei”, declarou.

Conferência debate políticas para o trabalho

A II Conferência Nacional do Trabalho reúne autoridades do governo federal, representantes de trabalhadores, empresários e especialistas para discutir propostas relacionadas à geração de empregos e às condições de trabalho no país.

Além do presidente Lula, o evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros como Luiz Marinho, titular do Ministério do Trabalho e Emprego, e Fernando Haddad, responsável pelo Ministério da Fazenda.

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