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Alcolumbre não deve barrar fim da escala 6x1, dizem aliados

Proposta que reduz jornada para 40 horas avança e deve chegar ao Senado após votação na Câmara

Davi Alcolumbre (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não deve criar obstáculos para a tramitação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. Segundo interlocutores ligados ao senador ouvidos pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo,  Alcolumbre já sinalizou ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que não pretende dificultar o avanço da proposta no Senado Federal. O texto estabelece a adoção da escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.

Aliados do presidente do Senado afirmam que a proposta tem forte apelo popular e é vista por parlamentares governistas como uma importante bandeira eleitoral para as eleições de outubro.

Governo teme resistência no Senado

Apesar das sinalizações positivas, integrantes do governo ainda avaliam com cautela a postura de Alcolumbre. O receio surgiu após recentes atritos entre o senador e o Palácio do Planalto, especialmente depois da articulação que resultou na derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com um interlocutor, a aprovação da nova jornada “está garantida” se depender de Alcolumbre. A fonte também afirmou que o senador não pretende criar dificuldades para pautas consideradas estratégicas por aliados políticos. Outro interlocutor relatou que Alcolumbre já havia deixado claro que não atuaria contra propostas consideradas de “interesse do Brasil”.

Empresários articulam mudanças no texto

Enquanto o governo trabalha para consolidar apoio à proposta, empresários intensificam a pressão por mudanças nas regras de transição para o fim da escala 6x1. Nesta terça-feira (26), Alcolumbre reservou espaço na agenda para receber representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e de outros setores empresariais.

Os empresários defendem um prazo maior para adaptação às novas regras trabalhistas. O setor foi surpreendido pela declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que anunciou uma transição de apenas um ano para a implementação da nova jornada.

Senado vira foco das negociações

Com a percepção de que há pouco espaço para alterar o texto na Câmara dos Deputados, representantes do setor produtivo passaram a concentrar esforços no Senado Federal. 

A estratégia inclui tentar ampliar o prazo de transição ou até adiar a discussão para depois das eleições, período em que os parlamentares estariam menos pressionados pelo eleitorado e pelo governo federal.

A expectativa é que Alcolumbre aguarde a aprovação da proposta na Câmara antes de indicar o relator responsável pela análise do texto no Senado.

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