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Aneel aponta queda no tempo sem energia em 2025

Tempo médio sem luz caiu para 9,3 horas e frequência de interrupções também recuou

Aneel aponta queda no tempo sem energia em 2025 (Foto: Agência Brasil )

247 - Os consumidores brasileiros ficaram, em média, 9,3 horas sem energia elétrica em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O resultado representa uma redução de 9,2% em relação ao ano anterior e indica melhora na qualidade do fornecimento, acompanhada também por uma queda na frequência das interrupções.

Os indicadores apontam uma evolução no desempenho das distribuidoras, com diminuição tanto no tempo quanto no número de falhas no fornecimento de energia ao longo do ano.

Menos interrupções e queda nas compensações

Além da redução no tempo sem energia, a frequência média de interrupções também caiu. O número passou de 4,89 ocorrências por consumidor em 2024 para 4,66 em 2025, o que representa uma melhora de 4,7% no período.

Outro indicador relevante foi a redução no valor das compensações pagas aos consumidores em função de falhas no serviço. O total caiu de R$ 1,122 bilhão em 2024 para R$ 1,002 bilhão em 2025. Já a quantidade de compensações recuou de 27,3 milhões para 21,6 milhões.

Segundo a Aneel, esses resultados refletem uma “evolução na qualidade do serviço prestado pelas concessionárias”.

Ranking das distribuidoras

A agência avaliou todas as concessionárias do país entre janeiro e dezembro de 2025, dividindo-as em dois grupos: empresas de grande porte (com mais de 400 mil consumidores) e de menor porte.

Entre as grandes distribuidoras, a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz) liderou o ranking pelo segundo ano consecutivo. Na sequência aparecem a Neoenergia Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Equatorial Pará.

A maior evolução no grupo foi registrada pela CPFL Piratininga (SP), que subiu sete posições. Já a Enel SP apresentou a maior queda, recuando nove posições. No geral, a pior colocação entre as grandes empresas ficou com a Equatorial CEEE.

No grupo de menor porte, a liderança foi compartilhada entre a Muxfeldt Marin e Cia (Muxenergia, RS) e a Roraima Energia, seguidas pela Energisa Acre. A Uhenpal (RS) teve o maior avanço, enquanto a Pacto Energia PR registrou a maior queda no ranking.

Indicadores e mudanças regulatórias

A classificação da Aneel é baseada no Desempenho Global de Continuidade (DGC), que combina dois indicadores: a duração média das interrupções (DEC) e a frequência das falhas (FEC).

Pela primeira vez desde a criação do ranking, em 2012, todas as distribuidoras de grande porte apresentaram DGC abaixo de 1,00, considerado um marco para o setor.

A Aneel atribui a melhora a medidas como maior fiscalização, estabelecimento de limites mais rigorosos para interrupções e implementação de planos de resultados para empresas com desempenho insatisfatório.

Novas exigências e papel do consumidor

Outro fator apontado pela agência foi a renovação de contratos de concessão por 30 anos, com regras mais rígidas para distribuidoras cujos contratos vencem entre 2025 e 2031. Entre as exigências estão ações para aumentar a resiliência das redes diante de eventos climáticos.

A satisfação dos consumidores também passa a ter peso maior na avaliação. Segundo a Aneel, níveis persistentes de insatisfação poderão ser considerados como critério para eventual substituição de concessionárias, em casos extremos.

O ranking de 2025 também marcou o retorno de distribuidoras como Amazonas Energia, Equatorial CEA, Equatorial AL e Roraima Energia, que voltaram a ser avaliadas dentro dos parâmetros tradicionais da agência após período de flexibilização.

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