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ANP monitora abastecimento nacional de diesel e diz que não há risco de falta no país

Agência acompanha relatos de dificuldade de compra por produtores rurais e pode investigar recusa de fornecimento e aumento injustificado de preços

Bomba de combustível (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou neste domingo (8) que passou a monitorar o abastecimento de diesel no país após receber relatos de dificuldades pontuais de compra por produtores rurais no Rio Grande do Sul.

De acordo com a agência reguladora, o estado possui estoques suficientes do combustível e mantém fornecimento considerado regular. A ANP afirmou que entrou em contato durante o fim de semana com os principais fornecedores que atuam na região para avaliar a situação.

Segundo o órgão, as informações obtidas indicam que o Rio Grande do Sul conta com “estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel.” A produção e a entrega do combustível seguem em ritmo normal, principalmente por parte da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), principal fornecedora da região.

Equipes técnicas da ANP também estão realizando verificações em instalações e operações consideradas relevantes para garantir a continuidade do abastecimento.

A agência informou ainda que notificará formalmente distribuidoras para que apresentem esclarecimentos sobre a situação do mercado. As empresas deverão informar o volume de diesel disponível em estoque, além de detalhar os pedidos recebidos e aqueles que foram efetivamente aceitos.

Caso sejam identificadas irregularidades, a ANP afirma que poderá abrir investigações. Em comunicado, o órgão declarou: “Caso seja necessário, a agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país.”

A agência também destacou que o Rio Grande do Sul apresenta produção de diesel superior ao consumo local, mantendo nível de estoque considerado regular. Até o momento, segundo a ANP, não foram identificadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem eventual recusa no fornecimento do combustível.

Além disso, possíveis aumentos de preços considerados injustificados poderão ser investigados pela agência em conjunto com órgãos de defesa do consumidor.

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