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Após atritos com Flávio, Tarcísio reafirma candidatura ao governo de SP e diz que vai visitar Bolsonaro

Governador nega crise interna, reforça lealdade a Jair Bolsonaro e reage a debates sobre a disputa presidencial de 2026

Tarcísio de Freitas (Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP)

247 -  O governador Tarcísio de Freitas reafirmou, nesta quinta-feira (22), que é candidato à reeleição ao governo do estado de São Paulo e confirmou que fará uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após o adiamento do encontro que estava previsto para esta semana, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A declaração ocorre em meio a ruídos políticos gerados por falas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo avanço antecipado das discussões sobre a sucessão presidencial de 2026 no campo da direita.


O episódio ganhou repercussão após entrevista concedida por Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (21), na qual o senador, pré-candidato à Presidência da República, afirmou que apenas Tarcísio poderia explicar os motivos do adiamento da visita. A fala abriu espaço para especulações sobre possíveis divergências internas, em um momento em que o nome do governador paulista passou a ser tratado como peça central nas articulações eleitorais da oposição ao governo federal.

Parte das versões que circularam associa o adiamento às declarações de Flávio sobre um arranjo político no qual Jair Bolsonaro apoiaria a reeleição de Tarcísio em São Paulo, enquanto ele próprio disputaria o Palácio do Planalto. A antecipação desse desenho eleitoral foi interpretada por aliados como um fator de desconforto, diante do peso crescente do governador no debate presidencial, ainda que o senador tenha negado a existência de conflito.

“O que eu disse não é novidade para ninguém, desde quando li a carta do meu pai, em 25 de dezembro de 2025”, afirmou Flávio Bolsonaro, ao mencionar o documento escrito por Jair Bolsonaro no qual o ex-presidente confirmou o filho como seu escolhido para a pré-candidatura à Presidência da República.

Na mesma entrevista, Flávio procurou reduzir a leitura de atritos e defendeu unidade entre as principais lideranças conservadoras. “Um precisa do outro e vamos juntos resgatar o Brasil das mãos sujas do PT”, declarou.

O contexto das declarações coincide com a divulgação, na terça-feira (13), da primeira Pesquisa Meio/Ideia, que apontou Tarcísio de Freitas como a principal alternativa da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, embora nomes ligados ao bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, apresentem desempenho relevante no primeiro turno, apenas o governador paulista mantém competitividade em uma eventual disputa direta com o petista.

Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 44,4% das intenções de voto, contra 42,1% de Tarcísio. Brancos e nulos somam 7,2%, enquanto 6,4% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.

Diante da repercussão das declarações e das interpretações sobre um possível desgaste político, Tarcísio de Freitas se manifestou publicamente para "afastar especulações", reafirmar seus planos eleitorais e reforçar sua relação com Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, o governador foi direto ao tratar do tema.

“Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal”, escreveu.

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