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Após prisão de Filipe Martins, Nikolas Ferreira cobra impeachment de Moraes

Deputado critica decisão do ministro do STF que levou ex-assessor presidencial à prisão preventiva e pressiona Senado por afastamento

Alexandre de Moraes e Nikolas Ferreira (Foto: STF I Reprodução)

247 - A conversão da prisão domiciliar do ex-assessor presidencial Filipe Martins em prisão preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reação imediata de aliados de Jair Bolsonaro (PL). Entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom e passou a defender publicamente o impeachment do magistrado.

Em publicação feita nesta sexta-feira (2) em suas redes sociais, Nikolas Ferreira associou a decisão judicial a um cenário que classificou como de perseguição política. Segundo o parlamentar, “enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn”. Na sequência, ele afirmou: “É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas a mais de 560 dias. Repito: Ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”.

A decisão que motivou a crítica foi tomada por Alexandre de Moraes após a conclusão de que Filipe Martins teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. O ministro determinou a conversão da prisão domiciliar em preventiva, medida que foi cumprida pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, na residência do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná.

De acordo com o despacho, Moraes entendeu que Martins afrontou diretamente as normas judiciais ao utilizar redes sociais, mesmo estando proibido de fazê-lo durante o cumprimento da prisão domiciliar. Para o ministro, a conduta comprometeu a finalidade das cautelares, que buscavam evitar interferências externas e preservar a ordem processual.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado foi categórico ao avaliar o comportamento do investigado. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, escreveu Alexandre de Moraes. Na avaliação do ministro, a violação das restrições tornou incompatível a manutenção do regime domiciliar, justificando a adoção de uma medida mais rigorosa.

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