Após transferência de Bolsonaro para Papudinha, Flávio pede prisão domiciliar e questiona Moraes
Senador afirma que ex-presidente corre riscos de saúde na prisão e cobra tratamento igual ao dado a outros ex-mandatários
247 - A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de transferir o ex-presidente preso Jair Bolsonaro para o presídio da Papudinha, no Distrito Federal, provocou reação imediata de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. A mudança de unidade prisional foi determinada nesta quinta-feira (15).
O senador levantou dúvidas sobre a isonomia das decisões judiciais. “Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?”, escreveu Flávio Bolsonaro, ao comparar o tratamento dado ao pai com o que, segundo ele, seria dispensado a outros ex-chefes do Executivo.
Flávio também destacou questões de saúde enfrentadas por Jair Bolsonaro no período de detenção. De acordo com o parlamentar, o ex-presidente faz uso de medicamentos para tratar um “problema crônico de soluços”, cujos efeitos colaterais incluem “desequilíbrio e sonolência”. Segundo ele, essa condição já teria provocado um acidente dentro da unidade policial onde Bolsonaro estava custodiado anteriormente.
“Concretamente, já teve uma queda em que bateu com a cabeça. Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido. Poderia, sim, ter sido encontrado morto – SOZINHO – na cela da Polícia Federal”, afirmou o senador, mantendo o tom de alerta sobre os riscos à integridade física do pai.
Na sequência, Flávio Bolsonaro defendeu abertamente a substituição da prisão em estabelecimento penal pelo regime domiciliar. Para ele, a residência seria o único ambiente capaz de reduzir os riscos enquanto o quadro clínico não é resolvido. “Espero que, em breve, a lei seja cumprida e Bolsonaro seja transferido para sua casa, o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado – enquanto os médicos não solucionam o problema em definitivo”, escreveu.


