Auditor da Receita Federal admitiu que acessou dados de parente de Gilmar Mendes, diz presidente da Unafisco
Presidente da Unafisco, contudo, nega que dados bancários sigilosos tenham sido acessados
247 - Um auditor da Receita Federal confirmou ter acessado dados de um parente do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, nesta quarta-feira (18). O caso ocorre em meio à investigação sobre suposto vazamento de informações envolvendo ministros da Corte e seus familiares. Nesta semana, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra quatro servidores públicos suspeitos de envolvimento no acesso e eventual repasse de dados sigilosos. As informações são do G1.
Operação da PF apura vazamento de dados
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Guarujá e São José do Rio Preto. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a partir de representação apresentada pela Procuradoria-Geral da República.
A investigação busca esclarecer se houve vazamento de dados sensíveis de ministros do Supremo e de seus familiares, além de eventual uso indevido dessas informações por servidores públicos.
Presidente da Unafisco diz que servidor foi ouvido pela Receita
Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews,Kléber Cabral afirmou que o auditor, lotado no interior de São Paulo, admitiu o acesso. Segundo ele, o servidor foi ouvido pela administração da Receita Federal, e não pela Polícia Federal.
“Esse auditor, que é do interior de São Paulo, ele falou sim. Ele foi ouvido, não pela Polícia Federal, foi ouvido pela administração da Receita. Que ele teria feito um acesso em meados de novembro do ano passado e aí ele lembrou disso e fez a explicação: Ele estava atrás de saber se essa pessoa era uma ex-mulher, enfim, um parente de mesmo sobrenome que tinha sido amigo dele de longa data, então fez isso. Pode fazer isso? Não pode”, declarou.
Cabral afirmou ainda que o acesso teria sido limitado. “Ele só ficou naquela telinha inicial de vínculo de parente. De uma declaração de 2008, ou seja, quem é que vai querer pegar dados de alguém de 2008 para acessar hoje?”, questionou.
O presidente da Unafisco também negou que tenham sido acessadas informações bancárias ou outros dados protegidos por sigilo fiscal. “Não tem absolutamente nada a ver com os fatos que estariam sendo investigados”, afirmou.


