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Banco Central decreta liquidação da Reag em meio a suspeitas de fraudes

A medida foi adotada após a constatação de um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição

Reag Investimentos (Foto: Divulgação)

247 - O Banco Central decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag, instituição financeira suspeita de envolvimento em irregularidades e possíveis fraudes em operações relacionadas ao Banco Master. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com o Banco Central, a medida foi adotada após a constatação de um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além do descumprimento de normas essenciais que regem o funcionamento das empresas integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em nota oficial, o Banco Central afirmou que “a decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. Segundo o órgão, a permanência da Reag em funcionamento representava risco à regularidade do sistema e aos interesses de credores e clientes.

A Reag atuava no segmento S5 da regulação prudencial, que abrange instituições de pequeno porte e de baixa relevância sistêmica. Apesar disso, mantinha operações ativas no mercado de câmbio. Em 2025, a corretora ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% do volume financeiro total movimentado no país e 0,14% do número de operações realizadas.

O Banco Central informou ainda que as investigações seguem em andamento e que “todas as medidas cabíveis” continuarão sendo adotadas para apurar responsabilidades. Esse processo pode resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outras autoridades competentes, conforme prevê a legislação.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Reag tornam-se indisponíveis. A medida tem como objetivo preservar o patrimônio da instituição e garantir recursos para eventual ressarcimento de credores, dentro dos procedimentos legais aplicáveis.

A liquidação extrajudicial é um dos instrumentos mais severos à disposição do Banco Central e costuma ser aplicada quando há inviabilidade de recuperação da instituição ou indícios consistentes de irregularidades. O caso da Reag se soma a outros episódios recentes que reforçam a atuação do regulador no combate a práticas financeiras irregulares no país.

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