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Base do governo vai assinar CPI do Banco Master, diz Lindbergh

Líder do PT diz que governistas vão assinar pedidos de CPI e CPMI sobre o caso e descarta apoio a iniciativa apresentada pelo PL

O deputado federal Lindbergh Farias - 21/10/2025 (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou nesta terça-feira (3) que a bancada governista irá apoiar a abertura de investigações parlamentares para apurar o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a decisão já foi tomada no âmbito do governo e envolve diferentes frentes de apuração no Congresso Nacional.

Lindbergh explicou que os parlamentares da base irão assinar tanto o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara quanto o pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que tramita de forma conjunta entre deputados e senadores.

De acordo com o deputado, o apoio do governo alcança o requerimento apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e também a proposta de CPMI das deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna. “Foi uma determinação aqui do governo, dos órgãos e das instituições, ir para cima dessa maior fraude bancária da história. Nós vamos assinar tanto a CPI da Câmara do Hollenberg, quanto a CPI da Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, que é uma CPMI. A gente vai assinar essas duas”, afirmou o parlamentar a jornalistas.

O líder petista, no entanto, deixou claro que o PT não dará apoio ao requerimento apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que também propõe uma CPMI para investigar o Banco Master. Segundo Lindbergh, a iniciativa do PL tem um foco distinto daquele defendido pela base governista. “O PL tem muitos problemas para resolver. Inclusive, a CPMI que eles apresentam é um objeto distorcido. Não é para analisar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, declarou.

Ainda segundo Lindbergh Farias, o governo não demonstra receio em relação às investigações sobre o caso e avalia que o aprofundamento das apurações é necessário para responsabilizar eventuais envolvidos. Para ele, a estratégia do Planalto é intensificar o cerco à fraude bancária por meio de diferentes instrumentos institucionais, tanto no Legislativo quanto em outros órgãos de controle.

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