Bilhões investidos pela Europa em armamentos para a Ucrânia poderiam ajudar a América Latina, diz Lula
"Esse dinheiro poderia ser investido na América Latina, não vou nem dizer no Brasil, mas na África, para desenvolver os países", declarou o presidente
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17), ao fim da cúpula do G7 realizada na França, que os países desenvolvidos deveriam priorizar investimentos voltados ao desenvolvimento social em vez de ampliar os gastos militares. Ao comentar os recursos destinados por países europeus ao apoio militar à Ucrânia, Lula citou o chanceler alemão Friedrich Merz e argumentou que esses valores poderiam ser direcionados a regiões que enfrentam desafios estruturais. As informações são da RT Brasil.
"O primeiro-ministro alemão [Friedrich Merz] chegou a dizer que está gastando 15 bilhões de euros por ano com a Ucrânia. Esse dinheiro poderia ser investido na América Latina, não vou nem dizer no Brasil, mas na África, para desenvolver os países", declarou.
O presidente também criticou o aumento dos investimentos militares em diversas partes do mundo e defendeu a ampliação de iniciativas voltadas à redução da pobreza e da desigualdade. "O mundo ano passado investiu US$ 3 trilhões em guerras e armas. Nem 10% disso para acabar com a fome, com o analfabetismo", afirmou.
Na sequência, Lula relacionou o avanço dos gastos militares à dificuldade de construção de soluções pacíficas para os conflitos internacionais. "Tem um vazio de compreensão daqueles que querem promover guerra. É preciso fazer com que haja paz", disse.
O presidente também mencionou o aumento dos orçamentos destinados à área de defesa por países europeus. Segundo ele, a União Europeia e o Reino Unido ampliaram significativamente os recursos voltados ao setor bélico. "A União Europeia aumentou seu orçamento para armas, o Reino Unido aumentou seu financiamento para armas (...). Coisa de 800 bilhões de euros", declarou.



