Brasil prepara primeiro leilão de baterias para reforçar sistema elétrico
Governo prevê certame no segundo semestre de 2026 para contratar armazenamento de energia no SIN
247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o Brasil deve publicar nos próximos dias as regras para o primeiro leilão de baterias do país, voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o SIN (Sistema Interligado Nacional). A previsão é que o certame ocorra no segundo semestre de 2026. As informações são do portal Brazil Stock Guide.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (22), durante o Fórum Esfera, no Guarujá, em São Paulo. A iniciativa busca aumentar a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro em meio ao crescimento de fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa, na matriz nacional. “O armazenamento de energia será central para integrar renováveis, reduzir perdas e modernizar o sistema elétrico do Brasil”, disse Silveira.
O leilão é tratado como um passo estratégico para adaptar a infraestrutura elétrica do país a uma geração cada vez mais diversificada e variável. As baterias permitem armazenar energia em momentos de maior oferta e devolvê-la à rede quando o consumo sobe, ajudando a reduzir perdas e a ampliar a flexibilidade da operação.
Com o avanço das fontes renováveis intermitentes, o sistema elétrico passa a exigir soluções capazes de equilibrar oferta e demanda ao longo do dia. A contratação de armazenamento para o SIN deverá apoiar esse processo e fortalecer a segurança do abastecimento.
O governo também avalia mecanismos graduais de conteúdo local para estimular a cadeia produtiva nacional ligada a baterias e tecnologias de armazenamento. Segundo Silveira, o modelo foi elaborado após uma ampla rodada de discussões técnicas internacionais.
O ministro afirmou que muitos projetos de armazenamento em outros países dependem fortemente de subsídios públicos. No desenho brasileiro, a proposta é associar confiabilidade do sistema, desenvolvimento industrial e modernização da rede elétrica.
A pauta integra uma agenda energética mais ampla em discussão no país, que inclui minerais críticos, gás natural, biocombustíveis, segurança no abastecimento de combustíveis e exploração de petróleo na Margem Equatorial.



