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Brasil quitou R$ 2,2 bilhões em contribuições a organismos internacionais em 2025

País regularizou pagamentos a ONU, bancos multilaterais e entidades regionais

Palácio Itamaraty (Foto: Matheus Costa/MRE)

247 - O governo federal destinou, em 2025, cerca de R$ 2,2 bilhões para a quitação de contribuições financeiras do Brasil a organismos internacionais, além do pagamento de integralizações e recomposições de cotas junto a bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais.

As informações constam de nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta quinta-feira (15). Segundo o comunicado, os desembolsos garantiram a regularização integral dos compromissos brasileiros em diversas frentes do sistema multilateral.

Regularização integral junto à ONU

No âmbito do Sistema das Nações Unidas, o Brasil quitou integralmente suas obrigações nos três componentes do orçamento da Organização das Nações Unidas, que incluem o orçamento regular, as missões de paz e o Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Penais. Com isso, o país passou a integrar um grupo restrito de Estados plenamente adimplentes junto à ONU.

Também foram pagos, de forma integral, os compromissos com agências especializadas, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Organização Mundial da Saúde, a Organização Internacional do Trabalho, a Organização Internacional para as Migrações, a Organização Mundial do Turismo e a União Postal Universal.

Contribuições ambientais em ano da COP

Na área ambiental, o governo quitou as contribuições relacionadas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e aos protocolos de Quioto, Montreal, Cartagena e Nagoia, entre outros instrumentos multilaterais. A nota afirma que a regularização ocorreu no mesmo ano em que o Brasil sediou a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

No plano regional, foram efetuados os pagamentos das contribuições brasileiras à Secretaria do Mercosul, ao Parlamento do Mercosul, ao Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos e à Secretaria do Tribunal Permanente de Revisão. O comunicado informa ainda que o país honrou suas obrigações financeiras com a Organização dos Estados Americanos, a Associação Latino-Americana de Integração e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.

Organismos prioritários

O Brasil também se encontra adimplente com outros organismos internacionais que atuam em áreas consideradas prioritárias, como a Organização Mundial do Comércio, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Agência Internacional de Energia Atômica, o Tribunal Penal Internacional, o Tribunal Internacional do Direito do Mar, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

Em relação às instituições financeiras multilaterais, o governo realizou aportes referentes às integralizações e recomposições de cotas junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, à Corporação Financeira Internacional e à Corporação Andina de Fomento.

Gestão orçamentária estratégica

A nota conjunta afirma que a quitação foi viabilizada por uma gestão orçamentária e financeira considerada responsável, com acompanhamento permanente da taxa de câmbio e adoção de uma estratégia de pagamentos escalonados ao longo do ano, o que permitiu a realização de desembolsos mais elevados em períodos de câmbio favorável.

De acordo com o texto oficial, a situação de adimplência do Brasil junto aos organismos internacionais garante a participação plena do país em fóruns globais e regionais e assegura, no caso das instituições financeiras multilaterais, o exercício dos direitos de acionista e o acesso a recursos destinados ao desenvolvimento nacional.

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