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Brasil tem menor índice de homicídios em 10 anos no primeiro trimestre

Dados do MJSP mostram queda expressiva de homicídios e latrocínios no início de 2026

Brasil tem menor índice de homicídios em 10 anos no primeiro trimestre (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - O Brasil registrou o menor índice de homicídios e latrocínios dos últimos dez anos no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento indica uma queda significativa da violência letal entre janeiro e março, refletindo mudanças nas estratégias de segurança pública e maior atuação das forças policiais.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30), com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O balanço mostra que os homicídios dolosos caíram de 12.719 casos em 2016 para 7.289 em 2026, uma redução de 42,7%. Já os latrocínios recuaram de 591 para 160 ocorrências no mesmo período, queda de 72,9%.

Redução consistente ao longo dos anos

A análise histórica também aponta uma diminuição contínua da violência. Na comparação entre 2022 e 2026, os homicídios dolosos caíram 25%, passando de 9.714 para 7.289 registros. Os latrocínios tiveram retração ainda maior, de 48,1%, com redução de 308 para 160 casos.

Outro recorte, que compara os períodos de 2019 a 2022 e de 2023 a 2026, mostra queda de 16,2% nos homicídios, passando de 41.485 para 34.758 registros. O resultado reforça a tendência de diminuição dos crimes letais no país.

Aumento de ações policiais

Além da queda nos índices de violência, os dados indicam avanço na atuação das forças de segurança. O número de mandados de prisão cumpridos aumentou 37,1% entre 2022 e 2026, passando de 53.212 para 72.965.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a melhora está relacionada a mudanças na estratégia de combate ao crime. “Os dados mostram que o Brasil não está apenas reduzindo a violência, mas mudando a forma de enfrentá-la. Hoje, trabalhamos com integração entre as forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país. Isso permite não só prender mais, mas prevenir crimes e salvar vidas”, afirmou.

Investimentos e integração

O avanço nos indicadores também acompanha o aumento de investimentos federais na área. O Fundo Nacional de Segurança Pública passou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023–2024, crescimento de 80,9%.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, os recursos têm impacto direto nos resultados. “Mais investimento aliado à integração entre União e estados tem impacto direto na redução da violência. Com estruturas mais modernas e atuação coordenada, as forças de segurança conseguem agir com mais precisão e eficiência”, declarou.

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