Câmara dos EUA acusa "censura brasileira" de derrubar postagens pró-Trump
Documento cita Alexandre de Moraes e sustenta que plataformas digitais teriam sido obrigadas a remover publicações que exaltavam Trump e criticavam Biden
247 - Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos afirma que ações de autoridades brasileiras teriam restringido conteúdos favoráveis ao presidente Donald Trump em plataformas digitais, levantando questionamentos sobre liberdade de expressão e atuação do Judiciário no país, segundo Paulo Cappelli, do Metrópoles.
De acordo com o documento, produzido sob liderança republicana e divulgado na última quarta-feira (1º), o chamado “regime de censura brasileiro” teria atuado para limitar publicações que exaltavam Trump e criticavam o ex-presidente Joe Biden. O relatório menciona diretamente decisões atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e a outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando suposta arbitrariedade em medidas judiciais.
“O regime de censura brasileiro chegou a enviar solicitações a plataformas como o X para remover publicações que elogiam o presidente Donald Trump e criticam o ex-presidente Joe Biden e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), liderada por Biden”, afirma um trecho do documento.
A USAID é a agência norte-americana responsável por programas de assistência internacional, que foi extinta em 1º de julho de 2025 durante o governo Trump, com suas funções transferidas ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Segundo o Comitê Judiciário, o relatório busca reunir elementos para subsidiar debates no Congresso norte-americano sobre liberdade de expressão, regulação de plataformas digitais e possíveis respostas a ações de governos estrangeiros nesse campo. O material pode servir de base para futuras iniciativas legislativas ou diplomáticas relacionadas ao tema.


