Caso Master: Justiça bloqueia R$ 376 milhões em ações do BRB pertencentes a Vorcaro e outros dois investigados
Decisão impede venda de papéis de Daniel Vorcaro e outros dois investigados no caso Master
247 - A Justiça determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a três investigados no chamado caso Master. A medida atinge participações avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões e impede a venda dos papéis enquanto as apurações seguem em curso. Segundo a coluna da jornalista Camila Bomfim, no G1, em fato relevante, o BRB comunicou que a decisão foi encaminhada ao agente de custódia, o Bradesco, para evitar a alienação dos ativos.
Bloqueio atinge três acionistas
Conforme a reportagem, tiveram as ações bloqueadas Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Banco Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur. A aquisição das ações do BRB por essas pessoas físicas, que passaram a integrar o quadro de acionistas da instituição, havia sido revelada no início de fevereiro pelo Jornal Nacional e pelo blog.
Na prática, a decisão judicial impede que os três executivos negociem suas participações no capital social do banco. O montante estimado, de aproximadamente R$ 376,4 milhões, permanece indisponível e poderá ser utilizado futuramente para eventual recomposição do patrimônio da instituição. O processo tramita sob sigilo.
Investigação sobre carteiras do Banco Master
O BRB é investigado pela compra de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master que apresentam indícios de fraude. A estimativa preliminar aponta para um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões. O impacto financeiro exato da operação deverá ser conhecido em março, quando será divulgado o balanço da instituição financeira.
Alertas do Ministério Público Federal
A operação, anunciada em março de 2025, já havia gerado preocupação no mercado em razão do modelo de captação considerado arriscado do Banco Master e de questionamentos sobre a qualidade de parte dos ativos.
O Ministério Público Federal recomendou ao BRB, meses antes de decisão do Banco Central, que comprovasse a “lisura” e a fidedignidade dos ativos do Banco Master antes de concluir qualquer aquisição. O órgão alertou para a possibilidade de passivos ocultos e ativos inflados, cenário que representaria risco elevado na utilização de recursos públicos na operação.


