Chapa Lula-Alckmin está garantida para as eleições, avalia PT
Cúpula petista considera alto o custo político de mudanças na chapa presidencial e vê vice como elo com o centro e o setor produtivo
247 - Integrantes da cúpula do PT avaliam que a formação presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin está praticamente definida para as eleições de 2026. A leitura predominante no partido é de que a manutenção da chapa atende a uma estratégia nacional mais ampla, mesmo diante das dificuldades para a construção de um palanque competitivo em São Paulo. As informações são da CNN Brasil.
A avaliação interna é de que a chapa Lula-Alckmin tem 99% de chance de ser mantida. Dirigentes petistas consideram que qualquer alteração teria um custo político elevado para a disputa presidencial, sobretudo pela função atribuída ao vice-presidente na ampliação do diálogo com setores empresariais, produtivos e financeiros, além de seu papel na redução da rejeição ao presidente entre eleitores de centro.
No entendimento do partido, o atual cenário não é propício para testar uma nova composição na chapa presidencial. Alckmin é visto como um fator de estabilidade e de ampliação de alianças, aspecto considerado estratégico para a eleição nacional, independentemente das disputas regionais.
Paralelamente, o PT segue empenhado em definir sua estratégia eleitoral em São Paulo. A principal aposta é convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo do estado. A expectativa é que o presidente Lula volte a atuar diretamente nas conversas com o ministro para chegar a uma definição até o início de março.
Como parte do esforço de convencimento, o partido sinaliza que Haddad teria autonomia para conduzir as articulações políticas e negociar a composição das chapas ao Senado e à Câmara dos Deputados. A ideia é garantir ao ministro espaço para montar uma aliança competitiva no maior colégio eleitoral do país.
Caso Haddad aceite a candidatura ao governo paulista, a estratégia em discussão prevê o lançamento da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede, como candidata ao Senado por São Paulo, além de uma tentativa de atrair a ministra do Planejamento, Simone Tebet, do MDB, para a segunda vaga. O nome de Márcio França também aparece entre as possibilidades para o Senado, embora setores do PT defendam que ele componha a chapa estadual como candidato a vice-governador.


