Com Toffoli fora da relatoria do Caso Master, Fachin vai excluir ação de suspeição contra o ministro
Relatório da PF cita ministro do STF, mas Corte rejeitou pedido de suspeição
247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve determinar a exclusão da ação de suspeição apresentada contra o ministro Dias Toffoli, após ele deixar a relatoria do caso Master. A definição sobre o novo relator do processo é aguardada para a noite desta quinta-feira (12). As informações são da coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles.
A decisão ocorre após reunião entre os ministros da Corte para analisar relatório da Polícia Federal (PF) que menciona o nome de Toffoli no contexto das investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
Reunião no STF e posição dos ministros
Os dez ministros do STF se reuniram por quase três horas para discutir o conteúdo do documento encaminhado pela direção-geral da PF. Ao final do encontro, ficou consignado que não havia fundamento jurídico para acolher o pedido de suspeição. Em nota, os ministros “declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF”.
Relatório da PF e menção a resort no Paraná
A reunião foi convocada após a Polícia Federal informar à Corte que, na extração de dados de aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, foram encontradas mensagens com menções ao ministro Dias Toffoli. O material, que tramita sob sigilo, foi apresentado aos integrantes do Supremo durante o encontro.
De acordo com o relato, o presidente do STF ouviu Toffoli sobre o conteúdo do documento. O relatório faz referência a negociações envolvendo um resort localizado no Paraná, empreendimento citado no contexto das apurações relacionadas ao caso Master.
Saída da relatoria e próximos passos
Ainda nesta quinta-feira, Toffoli admitiu ser sócio do resort mencionado, mas afirmou não ter relação com Daniel Vorcaro nem com familiares do empresário. Com a saída do ministro da relatoria, um novo integrante da Corte será designado para assumir a condução do processo.


