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Coordenador do Prerrogativas critica PF no caso de Fábio Luís Lula da Silva

De acordo com o advogado, "há episódios da Lava Jato que infelizmente estão sendo reproduzidos”

Marco Aurélio de Carvalho (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

247 - Coordenador do grupo Prerrogativas, o advogado Marco Aurélio Carvalho fez críticas à Polícia Federal (PF) ao defender Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta ligação com as fraudes do INSS. De acordo com o advogado, "há episódios da Lava Jato que infelizmente estão sendo reproduzidos”.

"A Polícia Federal, como instituição de Estado, e como toda instituição, está em disputa. E essa disputa é reflexo da disputa que acontece na própria sociedade, ainda dividida pelo ódio e pela intolerância", afirmou Carvalho em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

O defensor atua na defesa de Fábio Luís juntamente com o advogado Guilherme Suguimori. Apesar das críticas, Carvalho disse confiar no trabalho feito pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “Tenho certeza, pelo bem da integridade da própria corporação, que o Andrei [Rodrigues] vai tomar providências enérgicas para se livrar desses elementos que colocam em xeque a credibilidade da instituição. Confio nele. O presidente Lula devolveu independência e autonomia para a Polícia Federal, e ela precisa usar essa independência e autonomia com responsabilidade", disse.

Na entrevista, o advogado também negou que Fábio Luís tenha recebido qualquer valor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em consequência do esquema de descontos indevidos em aposentadorias de brasileiros.A PF investiga se Fábio Luís teria recebido valores repassados pelo Careca do INSS por meio de uma amiga em comum, a empresária Roberta Luchsinger.

"Não há qualquer tipo de repasse, de forma direta ou indireta. Tanto é que a Polícia Federal está tentando estabelecer linhas, digamos, pirotécnicas, exageradamente criativas, num delírio persecutório que parece não ter fim e nos remete ao que houve de pior no nosso sistema de Justiça. Eles atiram a flecha e pintam o alvo. Então, assim, não deixam de errar. Começaram pelo fim: querer condenar", disse Carvalho. "Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei. Mas não podemos permitir que ele seja tratado como se estivesse abaixo dela."

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