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Daniel Vorcaro apresenta nova proposta de delação para PF e PGR

Defesa do banqueiro reformula colaboração premiada enquanto PF e PGR analisam novas informações sobre esquema investigado

Daniel Vorcaro na prisão (Foto: Reprodução)
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247 - A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova versão da proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), em uma tentativa de avançar nas negociações para um eventual acordo de colaboração. As informações foram divulgadas inicialmente pelo G1 e pela TV Globo.

De acordo com a reportagem, o advogado de Vorcaro entregou na terça-feira (2) um adendo ao documento encaminhado às autoridades no dia anterior. Uma reunião que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira (3) acabou sendo cancelada após investigadores solicitarem mais tempo para examinar o novo material apresentado pela defesa.

A reformulação ocorre em meio a críticas de integrantes da investigação, que vinham avaliando que o conteúdo entregue anteriormente acrescentava poucos elementos inéditos ao que já havia sido apurado pela Polícia Federal. Segundo fontes ouvidas pela TV Globo, investigadores também consideravam que Vorcaro estaria evitando envolver pessoas próximas em seus relatos.

As apurações relacionadas ao chamado caso Master avançaram significativamente nos últimos meses. Conforme a investigação, a PF apreendeu mais de oito celulares ligados ao banqueiro. A análise preliminar de parte dos aparelhos indicou indícios que extrapolariam supostas fraudes financeiras, alcançando suspeitas de corrupção, organização criminosa e utilização de uma estrutura privada para atacar adversários e obter acesso a informações sigilosas.

Atualmente, Daniel Vorcaro está detido em Brasília. No mês passado, após solicitação da Polícia Federal, ele foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF na capital federal, passando a seguir as regras internas da instituição, inclusive em relação ao recebimento de visitas de advogados.

Antes da mudança, o banqueiro ocupava uma sala em modelo semelhante ao chamado Estado-Maior, utilizada anteriormente para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. A transferência para a sede da Polícia Federal ocorreu em 19 de março, após período de permanência na Penitenciária Federal de Brasília.

O interesse de Vorcaro em firmar um acordo de colaboração premiada foi formalizado um dia antes da transferência. Segundo a reportagem, seu advogado procurou a PF para comunicar a intenção do cliente de negociar uma delação. Na mesma data, o banqueiro assinou um termo de confidencialidade, etapa considerada fundamental para a abertura das tratativas.

Já no início de maio, a defesa concluiu os anexos da proposta de colaboração e entregou o material às autoridades em um pen drive. Desde então, o conteúdo vem sendo analisado pelos órgãos responsáveis.

Outro ponto central das negociações envolve os valores que poderiam ser devolvidos aos cofres públicos em caso de acordo. Em 22 de maio, interlocutores de Vorcaro informaram que ele havia concordado em elevar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões a quantia oferecida como ressarcimento.

Apesar disso, a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação apresentada até então. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, optou por manter abertas as conversas com a defesa. Segundo o g1, a própria equipe jurídica do banqueiro avalia que ainda existem possibilidades de avanço nas negociações.

A PGR, entretanto, informou aos advogados que apenas o aumento do valor a ser devolvido não seria suficiente. Além da ampliação da proposta financeira, o órgão exigiu uma reformulação do roteiro da delação, levando à apresentação da nova versão que agora está sob análise das autoridades.

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