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Delegados da PF aprovam paralisação de 82 horas

Movimento cobra fundo contra crime e aumento salarial

Agente da Polícia Federal (Foto: Imagem de arquivo)

247 - Delegados da Polícia Federal aprovaram a realização de uma paralisação nacional de 82 horas, prevista para ocorrer entre quarta-feira (25) e sábado (28). A mobilização coincide com o aniversário de 82 anos da instituição e prevê a suspensão de diversas atividades ao longo do período. Segundo a coluna Grande Angular, do Metrópoles, apenas operações consideradas essenciais serão mantidas durante o movimento.

Operações essenciais serão mantidas

Durante a paralisação, seguirão em funcionamento apenas ações específicas. Entre elas estão operações que envolvam pessoas com prerrogativa de foro, situações com risco iminente de vida e casos de flagrante. As demais atividades operacionais deverão ser suspensas temporariamente, como forma de pressionar por mudanças estruturais na instituição.

Reivindicação por fundo contra o crime

Um dos principais pontos defendidos pelos delegados é a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). A proposta prevê que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam direcionados ao fortalecimento das ações de investigação, inteligência e repressão.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) argumenta que a medida não traria impacto adicional ao orçamento público. “Trata-se de uma medida que não impõe novos custos ao Estado, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade operacional das instituições responsáveis por proteger a sociedade brasileira”, afirmou a entidade.

Queixas sobre salários e estrutura

Além da criação do fundo, a categoria também manifesta insatisfação com a política remuneratória. Os delegados afirmam que a Polícia Federal é o único órgão que recebe exclusivamente por subsídio, sem adicionais ou benefícios extras comuns em outras carreiras públicas.

Outro ponto destacado pela associação é o volume financeiro movimentado pelo crime organizado no Brasil. Segundo a ADPF, essas atividades geram cerca de R$ 348 bilhões por ano, o que reforça a necessidade de ampliar os recursos destinados ao enfrentamento dessas organizações.

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