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Edinho Silva propõe comissão para reformar o Judiciário brasileiro

Presidente do PT destaca que a proposta é do partido, e não do presidente Lula

Edinho Silva (Foto: pt.org.br)

247 - O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu na sexta-feira (24) que o partido proponha uma reforma do Poder Judiciário e detalhou o que a medida envolve. Segundo ele, o próprio Judiciário deve conduzir a reforma, constituindo uma ampla comissão jurídica e se baseando na experiência de outros países.

Edinho explicou que a proposta é do PT, e não do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda está elaborando seu programa de governo.

"Essa é a proposta do PT, evidente que o programa de governo do presidente passa por um debate com todos partidos aliados, movimentos sociais que apoiam o presidente e setores da sociedade que apoiam o presidente", disse Edinho a jornalistas após a abertura oficial do Congresso do PT, em Brasília.

Ele detalhou a medida e afirmou que ela é diferente do que propõem setores ligados à família do ex-presidente Jair Bolsonaro: "É uma iniciativa fundamental do Poder Judiciário. Temos condições para que o Poder Judiciário no Brasil constitua uma comissão que possa ser ampliada por juristas da sociedade civil, elaboradores do mundo universitário e pergamos experiência de outros países".

Ele destacou que a reforma proposta pelo PT vai no sentido de aprofundar a democracia. "É possível construirmos uma saída, e é importante que a gente entenda que as reformas que estamos propondo fortalecem a democracia, ao contrário do que setores vinculados principalmente à família Bolsonaro defendem: enfraquecimento do Poder Judiciário para enfraquecer a democracia e se instituir um regime de exceção no país, isso é prejudicial. Agora reformar o Poder Judiciário para fortalecer a democracia para que a gente possa ampliar a democracia, isso é positivo, e muitos países vivenciaram essa experiência", disse. 

No discurso de abertura, Edinho disse que o partido precisa ter a humildade para voltar a ouvir demandas da sociedade. “Se a sociedade diz que esse sistema não lhe serve e não resolve os problemas, nós temos a capacidade de construir caminhos para que efetivamente um novo sistema comece a ser construído”, disse.

Ele também defendeu uma abordagem firme contra o crime organizado, enfatizando a política de retomada de territórios. “Sempre defendemos o Estado controlando o território e não mais o crime organizado”, disse. 

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