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Lindbergh alerta contra 'táticas de bolsonaristas' e convoca 'mobilização total' pelo fim da escala 6x1

Conforme denunciou o parlamentar, a oposição ao governo pretende "enrolar e deixar para depois das eleições" a votação sobre o fim da escala 6x1. Vídeo

Lindbergh Farias e um ato pela mudança nas jornadas de trabalho no Brasil (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara I Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT) cobrou mobilização imediata para pressionar o Congresso. Em publicação nesta sexta-feira (24) pelas redes sociais, o parlamentar afirmou que o momento exige ação direta para garantir mudanças na jornada de trabalho, destacando que o tema envolve melhores condições de vida para os trabalhadores.

A manifestação foi feita na plataforma X (antigo Twitter), onde Lindbergh Farias afirmou que há resistência política para adiar o debate. Segundo ele, “FIM DA ESCALA 6x1: A tática do PL é enrolar e deixar para depois das eleições. A hora é agora. Se a gente não pressionar não teremos o fim da escala 6x1. É mobilização total em cima dessa turma!”. O conteúdo foi publicado em seu perfil oficial e repercutiu com apoio e críticas de usuários.

Na mesma publicação, o parlamentar reforçou a importância da pauta trabalhista, afirmando: “Vamos pra cima, queremos que no fim da escala 6x1 o trabalhador merece mais assistência a família e lazer”. A fala conecta o debate à qualidade de vida e ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, tema que tem ganhado força em discussões recentes.

O regime de trabalho conhecido como escala 6x1 — no qual o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um de descanso — é alvo de críticas por especialistas e movimentos sociais. Estudos e debates recentes apontam que esse modelo pode gerar sobrecarga e afetar a saúde física e mental dos trabalhadores, além de reduzir o tempo dedicado à convivência familiar e ao lazer .

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho tem avançado no país, incluindo propostas legislativas e mobilizações populares. A pressão social, segundo analistas, tem sido determinante para pautar o tema no Congresso, especialmente diante de divergências entre partidos sobre o impacto econômico e social das mudanças.

Análise do projeto no Congresso

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (22), o relatório referente à Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6x1. O texto aprovado foi elaborado pelo deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) e recebeu aval simbólico, sem registro individual dos votos. O documento reúne duas propostas apresentadas por parlamentares do campo progressista, consolidando as iniciativas em um único relatório.

Uma das propostas incorporadas ao texto partiu da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano anterior. A iniciativa estabelece a redução da jornada para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para a implementação das novas regras.

Outra proposta incluída no relatório foi apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto prevê a diminuição da carga horária semanal para 36 horas, com período de transição de dez anos para adaptação ao novo modelo.

Próximos passos

Atualmente, a legislação brasileira fixa o limite máximo de jornada em 44 horas semanais. Com a aprovação na CCJ, a proposta segue para análise em uma comissão especial, onde os parlamentares devem aprofundar a discussão sobre os impactos econômicos e sociais das mudanças.

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