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Genoino: Lula acerta ao definir Trump como seu adversário

Ex-deputado afirma que disputa de 2026 será marcada pelo confronto entre soberania nacional e projeto neoliberal alinhado aos Estados Unidos

Genoino: Lula acerta ao definir Trump como seu adversário (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque | ABR)

247 – O ex-presidente do PT, José Genoino analisou a conjuntura política durante participação no programa Bom Dia 247, da TV 247. Segundo ele, o presidente Lula acerta ao colocar Donald Trump e o trumpismo como adversários centrais no debate político brasileiro. 

Para ele, a próxima eleição deve representar o confronto entre dois projetos de país. De um lado, a defesa do desenvolvimento nacional, da indústria e dos direitos sociais. De outro, um modelo subordinado aos interesses externos.

“O Brasil, se não romper com essa lógica, vai virar um fazendão, um país agroexportador”, declarou.

Genoino também criticou o alinhamento histórico de setores da elite brasileira aos Estados Unidos. “Há uma parte da classe dominante que é submissa, vassala, associada ao imperialismo americano”, disse. Na avaliação dele, o debate eleitoral precisa expor essa contradição e recolocar o tema da independência nacional no centro da política.

Ao tratar das prioridades para o país, defendeu uma agenda estratégica baseada em tecnologia, recursos naturais e presença do Estado. 

“Nós temos que recuperar a soberania ambiental, a soberania digital, a soberania alimentar e a soberania tecnológica”, afirmou.

Genoino reafirmou a defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1, classificando a pauta como urgente.

“A luta pela jornada de trabalho que coloque a vida acima do trabalho é fundamental”, salientou, reforçando que a discussão no Congresso Nacional precisa enfrentar novas formas de exploração no mercado de trabalho, como a precarização via plataformas digitais.

Ele também comentou o vazamento das propostas de ajuste fiscal atribuídas ao plano de governo do pré-candidato Flávio Bolsonaro.

“O programa deles é completar privatizações, cortar direitos e vincular o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, afirmou.

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