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Eduardo Bolsonaro diz que Trump pode reativar Magnitsky contra Moraes

Ex-deputado volta a ameaças ministro do STF com sanções norte-americanas

Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

247 - O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou ao jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode voltar a aplicar sanções com base na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de outras autoridades brasileiras. Segundo ele, a eventual retomada dessas medidas estaria condicionada a interesses políticos do governo norte-americano.

Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, o cenário para novas sanções permanece aberto, já que processos anteriores não teriam sido encerrados de forma definitiva pelas autoridades dos Estados Unidos.

“O retorno pode ocorrer sim. Até porque outras autoridades estavam no processo de serem inclusas na lista de sancionados da OFAC (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA), através da lei Magnitsky, inclusive membros do Judiciário brasileiro”, disse.

O ex-parlamentar também argumentou que documentos e relatórios que embasariam eventuais sanções continuam disponíveis. “Quando os EUA suspenderam a lei Magnitsky para com o Moraes e a sua esposa, Vivi Barsi de Moraes, ele não o fez declarando-os como não violadores de direitos humanos. Ou seja, todos os ingredientes ainda estão lá“, afirmou.

Para Eduardo Bolsonaro, a decisão de retomar as sanções dependeria diretamente de uma avaliação política da atual administração norte-americana. “Basta uma conveniência política para o Trump, o secretário Rubio e o secretário Bessent apertarem novamente o botão e voltar a vigorar a Magnitsky contra essas pessoas”, opinou.

Ele também mencionou a possibilidade de outras medidas por parte do governo dos Estados Unidos, além das sanções econômicas. “Podem aplicar a atual política do secretário Rubio de cancelamento de vistos, revogação de vistos para censores. Podem estender a lista de autoridades brasileiras impedidas de entrar nos EUA”, concluiu.

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