Eduardo Bolsonaro nega contrapartida de Vorcaro em filme Dark Horse
ilho de Jair Bolsonaro afirmou em live que nunca recebeu recursos do empresário Daniel Vorcaro e diz que banqueiro só teria “exposição para ser perseguido”
247 - Eduardo Bolsonaro voltou a negar que houvesse qualquer contrapartida financeira ao apoio do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante uma live com o jornalista Paulo Figueiredo.
“A gente só tinha a oferecer a ele exposição para ele ser perseguido. Qual era a contrapartida do Vorcaro?”, afirmou Eduardo durante a transmissão no canal “Paulo Figueiredo Show”.
A declaração veio para justificar as mensagens trocadas entre o senador e seu irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro em que o parlamentar cobra valores para supostamente financiar a produção cinematográfica.
De acordo com a reportagem do The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. Durante a live, Eduardo tentou diferenciar essa negociação de repasses do Banco Master ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estão tentando forçar uma barra, forçar uma ilegalidade porque o alvo é o Flávio Bolsonaro”, declarou ele, que atualmente vive nos Estados Unidos e teve o mandato cassado em dezembro de 2025.
Na entrevista, Eduardo negou ter recebido dinheiro do fundo Hevangate, mas confirmou ter contratado o advogado Paulo Calixto, apontado como agente legal do fundo, para tratar de assuntos migratórios e “ajudar nessa questão de fundos etc”.
No entanto. Eduardo Bolsonaro confirmou ter investido US$ 50 mil na fase inicial do filme para garantir um contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh. Segundo ele, o documento em que aparece como produtor-executivo seria antigo e provisório.
“O contrato em que eu apareço como produtor-executivo é antigo”, disse Eduardo, ao negar que seja produtor, diretor ou responsável pelas finanças da obra.
Ele também afirmou nunca ter tido relação com Daniel Vorcaro. “Poderia ter tido, mas não tive nenhuma”, declarou. Eduardo acrescentou que jamais recebeu dinheiro do banqueiro ou de fundos ligados ao empresário.
Ao defender o irmão, o ex-deputado sustentou que o contato entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro esteve restrito ao projeto cinematográfico. Eduardo afirmou ainda que vive nos Estados Unidos de “renda passiva”. Ele confirmou ter recebido R$ 2 milhões de uma campanha via Pix organizada por Jair Bolsonaro, mas não detalhou outras fontes de renda nem explicou a origem dos US$ 50 mil investidos inicialmente no filme.
Sobre o orçamento de Dark Horse, Eduardo disse apenas que o custo seria “até barato” para os padrões de Hollywood, sem revelar o valor total da produção.
Apesar da repercussão do caso, o ex-deputado afirmou que Flávio Bolsonaro não pretende desistir de uma candidatura presidencial. “Essa possibilidade, ainda que aventada, seria o fim dessa eleição. Acho que só o Flávio consegue bater o Lula”, declarou



