Em congresso, Cármen Lúcia defende ética na magistratura e fala sobre confiança da sociedade
Ministra do STF afirmou que a atuação dos juízes deve ser guiada pela responsabilidade e pelo compromisso com a democracia
247 - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu nesta segunda-feira (1º) a importância da ética na magistratura e da confiança da população no Poder Judiciário. As declarações foram feitas durante a abertura do Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o Metrópoles, a ministra, que atua como relatora do Código de Ética em discussão no STF, afirmou acreditar na capacidade dos magistrados brasileiros de exercer suas funções com responsabilidade e compromisso com a sociedade.
Em participação por vídeo, Cármen reconheceu que falhas podem ocorrer na atividade judicial, mas destacou o empenho dos integrantes da magistratura em buscar decisões corretas.
"Acredito no Poder Judiciário brasileiro, nos juízes e juízas brasileiras, e sei que eventuais falhas ocorrem. Somos um grupo de pessoas humanas, com nossas falhas, nossos limites, nossos erros, mas também com muita vontade de acertar", afirmou.
A ministra também ressaltou que a atuação ética dos magistrados é fundamental para preservar a confiança da população no sistema de Justiça e para a defesa da democracia.
Modelo de magistrado
Ao comentar a atuação do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, Cármen Lúcia abordou características que considera essenciais para o exercício da magistratura.
"O bom cidadão em geral é um bom juiz. O mau cidadão nunca será um bom juiz. Essa transformação não é fácil de ocorrer, embora tenhamos todos dentro de nós o bom e o mau. O claro e o escuro", declarou.
Congresso internacional
O Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial reúne magistrados de 23 cortes estrangeiras, além de autoridades e especialistas de diferentes países.
O encontro tem como objetivo discutir questões relacionadas ao Estado de Direito, à ética judicial e aos desafios enfrentados atualmente pelos sistemas de Justiça em diversas partes do mundo.


