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Em despedida do TSE, Cármen Lúcia defende ampliação da presença feminina nos espaços públicos

Em discurso de despedida da Corte, ministra destacou o papel da Justiça Eleitoral na democracia e recebeu homenagens

Carmen Lúcia (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

247 - A ministra Cármen Lúcia defendeu nesta quinta-feira (7) a ampliação da presença feminina nos espaços públicos e criticou a violência contra mulheres durante sua última sessão como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao discursar na despedida, a magistrada afirmou que a participação das mulheres na Justiça Eleitoral é fundamental para enfrentar "desigualdades sociais, cívicas, políticas e econômicas" provocadas pela "violência bárbara" praticada contra elas. As informações são do jornal O Globo.

"Isso não é um problema de civilidade, é um problema de humanidade. E o que queremos é uma Justiça para seres humanos e humanas igualmente dignos. Esperamos que isso continue na Justiça Eleitoral, que tem servido também como exemplo da capacidade de termos uma sociedade muito mais igual para todas as pessoas", afirmou. A declaração ocorreu enquanto a ministra defendia igualdade de espaço para advogadas e mulheres em cargos públicos.

A ministra ainda apresentou um balanço de sua gestão à frente do TSE. Segundo os dados divulgados, a Corte realizou mais de 300 sessões durante o período, sendo 159 delas destinadas a julgamentos presenciais. Ao todo, 5.215 processos foram analisados. Antes do discurso, Cármen Lúcia recebeu homenagens e foi aplaudida de pé pelos ministros e demais participantes da sessão.

Homenagens na Corte

O presidente eleito do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou o fato de Cármen Lúcia ter sido a primeira mulher a comandar a Corte em duas eleições. Segundo ele, a ministra "defendeu os institutos mais caros da democracia com comprometimento próprio de quem é apaixonado pelo país".

Kassio também afirmou que a magistrada ampliou a visibilidade da participação feminina na vida pública e defendeu tratamento igualitário para mulheres nas eleições e na composição da Justiça Eleitoral. O ministro declarou ainda que Cármen "conduziu o tribunal por um caminho seguro" e afirmou que os integrantes da Corte seguirão as "trilhas desbravadas" pela ministra.

Ao comentar a sucessão na presidência do tribunal, Kassio disse que pretende manter a atuação adotada pela magistrada nas eleições de 2024, com "firmeza no cumprimento de normas, zelo na garantia de direitos e serenidade na condução dos trabalhos". O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também homenageou a ministra e afirmou que ela deixa na memória da Corte "os melhores traços de sua exitosa, culta e íntegra" trajetória na Justiça.

Segundo Gonet, "o tempo guardará o registro do empenho" de Cármen Lúcia na defesa da Constituição, da democracia e dos direitos fundamentais.

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