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Erika Hilton aciona TCU após revelação de que assessora de Mario Frias trabalhou em "Dark Horse"

Deputada pede investigação e cobra ressarcimento de R$ 174 mil por salários pagos à servidora da Câmara durante participação no filme sobre Jair Bolsonaro

Erika Hilton aciona TCU após revelação de que assessora de Mario Frias trabalhou em “Dark Horse” (Foto: Reprodução/ Instagram @rareskametzker / Bruno Spada/Câmara dos Deputados / Marcello Casal JrAgência Brasil - Montagem feita por IA/Brasil 247)
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247 - A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou, nesta quinta-feira (14), uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra o deputado Mario Frias (PL-SP). A ação foi protocolada após a divulgação de que uma assessora lotada no gabinete do parlamentar bolsonarista participou da produção do filme "Dark Horse". Segundo a denúncia, Rareska Metsker atuou nas gravações do longa enquanto recebia salário da Câmara dos Deputados. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo.

Segundo o Metrópoles, Rareska Metsker, nomeada como secretária parlamentar no gabinete de Frias, trabalhou por ao menos sete semanas nas gravações do longa-metragem entre outubro e novembro de 2025. A assessora teria integrado a equipe responsável pelo making of da produção.

Representação ao TCU

Na representação enviada ao TCU, Hilton afirma que a "dedicação ao projeto cinematográfico privado era contínua, documentada e de conhecimento do gabinete". O documento também aponta que a exclusão de publicações nas redes sociais após questionamentos da imprensa seria "forte indício relevante de consciência da irregularidade praticada".

De acordo com a ação, Rareska divulgava em suas redes sociais registros de bastidores das filmagens de "Dark Horse". Após a repercussão do caso, as imagens teriam sido apagadas e o perfil tornado privado.

A parlamentar pede que o TCU investigue possível desvio funcional e solicita que Mario Frias seja condenado a ressarcir R$ 174 mil aos cofres públicos. O valor corresponde aos salários e benefícios pagos à assessora desde sua nomeação.

O documento protocolado pela deputada sustenta ainda que o deputado, como responsável pelo gabinete, "pode ter concorrido para a irregularidade ao permitir que sua assessora dedicasse sete semanas a projeto privado de sua conveniência política durante período de percepção de remuneração pública".

Questionamentos sobre "Dark Horse"

O caso amplia a pressão sobre o filme "Dark Horse", que já havia sido alvo de questionamentos após reportagem do The Intercept Brasil apontar que o senador Flávio Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões e solicitou novos recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção.

Na quarta-feira (13), Mario Frias divulgou nota negando irregularidades no financiamento do longa e afirmou que o projeto foi realizado com "100% de capital privado". Segundo ele, Flávio Bolsonaro não possui participação societária na obra e atuou apenas na cessão dos direitos de imagem da família Bolsonaro e na busca de investidores.

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