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Mário Frias e Eduardo Bolsonaro estão no Oriente Médio em meio à crise de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Frias mudou versão sobre recursos ligados a Vorcaro

Mário Frias e Eduardo Bolsonaro estão no Oriente Médio em meio à crise de Flávio Bolsonaro e Vorcaro (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - Eduardo Bolsonaro e Mário Frias estão no Bahrein após revelação de áudio sobre pedido de dinheiro a Vorcaro, em meio à crise envolvendo a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do SBT News.

A viagem dos dois ao Oriente Médio ocorre no mesmo momento em que o Intercept Brasil revelou um áudio no qual o senador Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o longa-metragem. Segundo a reportagem, parte dos recursos teria sido enviada ao Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.

O papel de Frias na produção

Mário Frias, deputado federal pelo PL-SP, é produtor executivo do filme e também participou da elaboração do roteiro. De acordo com o Intercept, ele enviou mensagem a Vorcaro agradecendo pelo apoio ao projeto.

Em nota ao SBT News, a Câmara dos Deputados informou que Frias apresentou pedido de missão oficial sem ônus para cumprir agenda no Bahrein entre 12 e 18 de maio de 2026. Segundo a Casa, o parlamentar recebeu convite da embaixada do Bahrein para participar de reuniões no parlamento do país e no Comitê de Desenvolvimento Econômico.

Além de Eduardo Bolsonaro e Mário Frias, o jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo também participa da viagem ao Golfo Pérsico. Figueiredo afirmou ao SBT News que a agenda dele e a de Eduardo já estavam marcadas anteriormente e têm caráter privado. Mário Frias foi procurado, mas não se manifestou.

Notas após a revelação do áudio

Após a divulgação da conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro e Mário Frias divulgaram notas de posicionamento na quarta-feira. Eduardo afirmou que não houve uso de recursos públicos e disse que o dinheiro solicitado a Vorcaro era “privado para uso privado”.

“O contrato do filme foi assinado em 2024. Antes de qualquer fato negativo, Vorcaro era a esta época um grande empresário”, declarou Eduardo ao jornal Correio da Manhã.

Mário Frias afirmou inicialmente que não havia “um centavo” de recursos de Vorcaro no filme e que Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”. Nesta quinta-feira (14), porém, Frias mudou sua versão e disse ter fechado contrato com a empresa Entre Investimentos.

A reportagem do Intercept mostrou conversas em que Vorcaro orienta seu cunhado, Fabiano Zettel, a transferir dinheiro para o filme “via Entre”, em referência à empresa.

STF tenta intimar Frias

O Supremo Tribunal Federal tenta há mais de um mês localizar Mário Frias para que ele preste esclarecimentos sobre o envio de emenda parlamentar a uma ONG ligada à produção de Dark Horse, obra inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro.

Segundo o G1, a ação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que pediu ao STF a investigação de repasses de recursos públicos para empresas e entidades relacionadas à produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo longa-metragem.

De acordo com o processo, o ministro Flávio Dino determinou, em 21 de março, que Frias se manifestasse em até cinco dias sobre os fatos apontados pela parlamentar. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou intimar o deputado três vezes em seu gabinete parlamentar, mas não conseguiu encontrá-lo.

Depois disso, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Mesmo com novas diligências realizadas neste mês, o parlamentar ainda não havia sido localizado.

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