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Lindbergh pede que PF investigue se Vorcaro financiou lobby bolsonarista nos EUA contra o Brasil

Parlamentar afirma que recursos podem ter sido usados para financiar lobby, advocacia, comunicação política, campanhas por sanções e pressão contra o STF

Lindbergh Farias (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma notícia de fato criminal na Polícia Federal para investigar supostos repasses financeiros ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, destinados à estrutura internacional da família Bolsonaro nos Estados Unidos.

Em publicação feita na rede social X, antigo Twitter, nesta quinta-feira (14), o parlamentar afirmou que os recursos podem ter sido usados para financiar lobby, advocacia, comunicação política, campanhas por sanções e pressão contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Documentos citados por Lindbergh

Segundo o deputado, documentos obtidos pelo site Intercept apontam o envio de R$ 61 milhões para a GOUP Entertainment, produtora sediada na Califórnia, além de uma transferência de US$ 2 milhões realizada em 14 de fevereiro de 2025 para a Havengate Development Fund LP, no Texas.

Lindbergh destacou que tanto a produtora quanto o deputado federal Mario Frias (PL-SP) negaram que os valores tenham sido destinados à produção de um filme. sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). “Então a pergunta é direta: se o dinheiro não foi para o filme, foi para onde?”, questionou o parlamentar.

Suspeita de estrutura política no exterior

Na representação encaminhada à Polícia Federal, Lindbergh também afirma que Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, aparece vinculado à estrutura da Havengate no mesmo período em que o deputado licenciado passou a atuar nos Estados Unidos em defesa de sanções, tarifas e pressões contra autoridades brasileiras.

O parlamentar sustenta que a PF deve rastrear o destino final dos recursos e identificar os beneficiários das operações financeiras. Segundo ele, há suspeita de que a estrutura tenha sido usada como fachada para financiar ações políticas da família Bolsonaro no exterior.

“A representação também aponta que Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, aparece vinculado à estrutura Havengate justamente no período em que Eduardo foi para os EUA e passou a atuar por sanções, tarifas e pressões contra autoridades brasileiras. A PF precisa seguir o dinheiro, identificar os beneficiários finais e apurar se o “filme” foi fachada para financiar a campanha da família Bolsonaro contra o Brasil, inclusive para sustentar aliados e fugitivos no exterior, como Ramagem {ex-deputado Alexandre Ramagem] e Zambelli [ex-deputada Carla Zambelli]”, ressaltou.

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