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Esquerda lança campanha para eleger “Congresso Amigo do Povo” nas eleições

Mobilização nas redes busca ampliar o debate sobre deputados e senadores e defende alinhamento do Parlamento a pautas sociais prioritárias

Rio de Janeiro (RJ) - 01/05/2025 - Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

247 - Uma articulação que reúne parlamentares e representantes da sociedade civil começa a ganhar espaço nas redes sociais com o objetivo de ampliar a atenção do eleitorado para as eleições legislativas deste ano. A iniciativa procura reforçar a relevância da escolha de deputados federais e senadores, marcada para outubro, e sustenta que a composição do Congresso Nacional é decisiva para os rumos políticos do país. As informações são da Folha de São Paulo.

A campanha, intitulada “Congresso amigo do povo” reúne apoio de deputados federais de diferentes legendas. Entre os nomes que aderiram estão Luiza Erundina (PSOL-SP), Patrus Ananias (PT-MG) e Pedro Campos (PSB-PE), que passaram a divulgar a proposta em suas plataformas digitais.

Um dos articuladores do movimento, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), defende que o debate eleitoral vá além da disputa pelos cargos do Executivo. Para ele, o papel do Parlamento é central no desenvolvimento do país. “É preciso ter um Congresso mais qualificado, de melhor nível que o atual. O Parlamento é um fator de progresso ou retrocesso. Temos que lembrar que a eleição não é só para presidente da República e governador”, afirmou o parlamentar.

O nome escolhido para a mobilização faz referência direta a um slogan que ganhou força no debate político recente. A expressão surge como contraponto à ideia de “Congresso inimigo do povo”, que se espalhou pelas redes sociais no ano passado e foi utilizada em diferentes campos políticos para criticar o Legislativo. O termo ganhou visibilidade após o motim bolsonarista ocorrido em agosto, relacionado à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e acabou sendo incorporado por setores da esquerda em críticas a pautas como a chamada PEC da blindagem e propostas de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Para dar identidade visual à campanha, o cartunista Claudius Ceccon, um dos fundadores do jornal O Pasquim, produziu uma arte exclusiva. A peça destaca temas associados às prioridades do governo Lula (PT), como o fim da escala de trabalho 6x1, a taxação dos super-ricos e políticas de enfrentamento ao feminicídio, reforçando a defesa de um Congresso alinhado a essas agendas.

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