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EUA avaliam sanções a Moraes caso Bolsonaro seja enviado de volta à Papudinha

Governo dos EUA avalia que ações consideradas prejudiciais à direita brasileira durante o período eleitoral poderiam motivar novas sanções

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | ABR)
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247 – Fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos afirmaram ao SBT News que a administração do presidente Donald Trump acompanha atentamente os desdobramentos políticos e judiciais no Brasil e avalia possíveis medidas contra autoridades brasileiras. Segundo a reportagem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou ao radar de Washington em meio às decisões envolvendo Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com fontes estadunidenses ouvidas sob a condição de anonimato, eventuais ações consideradas prejudiciais à direita brasileira durante o período eleitoral poderiam motivar novas sanções por parte dos Estados Unidos.

Moraes analisa situação de Bolsonaro

O tema ganhou força diante da expectativa sobre uma decisão de Alexandre de Moraes a respeito da situação de Jair Bolsonaro. O ministro deverá analisar nos próximos dias se mantém o ex-mandatário em prisão domiciliar ou se determina sua transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha".

Segundo a reportagem, as fontes consultadas pelo SBT News afirmaram que uma eventual revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro poderia servir de fundamento para uma nova ofensiva política e diplomática dos Estados Unidos contra o magistrado.

Jair Bolsonaro foi condenado a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. Atualmente, o ex-mandatário está em prisão domiciliar em função de problemas de saúde.

Lei Magnitsky volta ao centro do debate

Questionadas sobre quais medidas poderiam ser adotadas, as fontes indicaram a possibilidade de reaplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

A legislação estadunidense permite que o governo dos Estados Unidos imponha sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou de práticas consideradas incompatíveis com princípios democráticos. Entre as medidas previstas estão restrições financeiras e bloqueio de bens sob jurisdição dos EUA.

Caso da arma apreendida será analisado

A análise de Moraes ocorre paralelamente à investigação envolvendo uma arma de fogo registrada em nome de Jair Bolsonaro que foi apreendida durante uma blitz. O ministro examina circunstâncias relacionadas à identificação do armamento com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal em Brasília.

Bolsonaro deverá prestar depoimento sobre o caso antes da decisão definitiva acerca da manutenção do benefício da prisão domiciliar.

Declaração de Eduardo Bolsonaro

Na última semana, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro comentou a possibilidade de novas sanções contra Alexandre de Moraes. Em entrevista à jornalista Raquel Landim, do SBT News, ele afirmou que a reaplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF "seria apenas uma questão de tempo".

A declaração reforçou as especulações sobre uma possível ampliação das pressões internacionais envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal e o cenário político brasileiro.

Até a publicação da reportagem, o STF não havia se manifestado sobre o assunto.

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