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Fabio Wajngarten, ex-secretário de Bolsonaro, recebeu R$ 3,8 milhões para atuar na defesa de Daniel Vorcaro

Segundo relatórios enviados à CPI do Crime Organizado, os valores foram encaminhados à empresa WF Comunicação

Fabio Wajngarten e Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - A empresa WF Comunicação, do advogado e ex-secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As informações são da CNN Brasil, com base em documentos da Receita Federal enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado.

Segundo os registros, os valores foram pagos pelo Banco Master à empresa de Wajngarten. O advogado confirmou que passou a atuar na defesa de Vorcaro a partir do primeiro semestre de 2025 e que segue na equipe jurídica.

"Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento. O contrato tem cláusulas de confidencialidade, razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que saí de qualquer cargo público há mais de 5 anos", disse.

Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília (DF) e é investigado por fraudes financeiras e organização criminosa. Os documentos enviados à CPI também indicam que o Banco Master realizou pagamentos a outras figuras da política nacional, incluindo Michel Temer e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Trajetória de Wajngarten

Durante o governo Bolsonaro, Wajngarten chefiou a Secretaria de Comunicação Social até junho de 2020. Posteriormente, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério das Comunicações. Após o fim do mandato de Bolsonaro, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado permaneceu próximo ao ex-chefe do Executivo, atuando como assessor e intermediando o contato com a imprensa.

Ele foi posteriormente afastado da comunicação do ex-mandatário após a divulgação de mensagens em que teria manifestado preferência por Lula em relação a Michelle Bolsonaro. Ainda assim, declarou continuar sendo "fiel escudeiro" da família Bolsonaro.

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