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Famílias de Marielle e Anderson estarão presentes no julgamento de mandantes do crime no STF

Sessão será realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026; Corte analisa denúncia contra cinco réus

Anielle Franco, Luyara Franco, Marinette Silva, Antonio Franco - familiares de Marielle Franco (Foto: Divulgação/Instituto Marielle Franco)

247 - As famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes acompanharão, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o julgamento dos suspeitos de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora e do motorista. O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e é considerado um marco após quase oito anos do crime. Segundo o Metrópoles, familiares terão espaço reservado no plenário da Corte para acompanhar a análise das acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra cinco réus.

Entre os acusados apontados como mandantes estão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, ex-deputado. Também integram o processo o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusado de auxiliar no planejamento e no acobertamento do crime, além de Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar do Rio, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão. Os três são apontados como integrantes da organização criminosa investigada no caso.

Estarão presentes no STF Anielle Franco, ministra de Estado e irmã de Marielle; os familiares da vereadora, incluindo pai, mãe, irmã e filha; Agatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes; e Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.

A vereadora Marielle Franco foi assassinada em 2018 dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, região central do Rio de Janeiro. O motorista Anderson Pedro Gomes também morreu no ataque. A assessora Fernanda Chaves, que estava no banco traseiro, foi atingida por estilhaços e sobreviveu.

Os atiradores estavam em um Cobalt prata e seguiram o veículo de Marielle desde a Casa das Pretas, na Lapa, por cerca de quatro quilômetros. Eles emparelharam com o carro e efetuaram os disparos antes de fugir. Marielle foi atingida por quatro tiros, três na cabeça e um no pescoço. Anderson levou três tiros nas costas.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, que confessaram o assassinato, foram presos em março de 2019, dois dias antes de o crime completar um ano, em operação da Divisão de Homicídios da Polícia Civil com apoio do Ministério Público. Em março de 2024, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram presos sob acusação de serem os mandantes. O delegado Rivaldo Barbosa também foi detido, suspeito de envolvimento no planejamento do crime e de interferência nas investigações.

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