Fepal: ‘EUA são a nova Alemanha Nazista declarando a 3ª guerra mundial’
Presidente da entidade, Ualid Rabah também afirmou que os ‘EUA são o maior narcoestado da história’
247 - O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, alertou para a gravidade da agressão dos Estados Unidos à soberania da Venezuela, que teve o presidente Nicolás Maduro sequestrado.
“Estamos diante de uma 3ª guerra mundial empreendida pelos EUA ao menos desde 1991, quando da primeira agressão ao Iraque”, escreveu Rabah em nota.
“Os EUA, agora sob Trump, são o grande inimigo da humanidade, tal qual a Alemanha Nazista foi ao seu tempo. A diferença é que à Alemanha de então declarou-se guerra em dado momento, enquanto que os EUA invadiram e destruíram várias ‘polônias’ sem que o mundo lhe tenha declarado guerra”, acrescentou.
‘EUA: o maior narcoestado da história’
O presidente da Fepal criticou o argumento usado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de que pretende combater o narcoterrorismo.
De acordo com Rabah, “a alegação de narcotráfico venezuelano, nunca antes aventada nem mesmo pela mais fascista oposição do continente, a venezuelana, é mais que ridícula, especialmente partida dos EUA”.
“Os maiores consumidores de drogas do mundo, país em que mais de 60 milhões de cidadãos compram diariamente, quase à luz do dia e diante da polícia, todos os tipos de entorpecentes. Diante desta realidade, os EUA são o maior narcoestado conhecido em toda a história”.
Leia a íntegra da nota:
O ataque dos EUA à Venezuela, nesta madruga, e o sequestro de seu presidente Nicolás Maduro, não diferem da longa lista de crimes estadunidenses na Península Coreana (1950/53) e no Vietnã (1955/75), ambas guerras de agressão com até 3 milhões de assassinados cada, a maioria civis; das invasões a países americanos – Granada (1983), Panamá (1989), Haiti (1915, 1994 e 2004), República Dominicana (1965) – ou dos assassinatos aos seus presidentes, dentre eles o panamenhos soberanistas José Antonio Remón Cantera (1955) e Omar Torrijos (1981), o chileno Salvador Allende (1973), para citar poucos na América Latina.
Além disso, temos as guerras impostas a Cuba, citada como o prostíbulo das Américas quando os EUA lá mandavam, à Nicarágua, a El Salvador, à Guatemala, aqui com genocídio que pode ter dizimado até 300 mil pessoas. A deposição de presidentes eleitos e/ou soberanistas e as imposições de ditaduras criminosas em todos os sentidos – de torturadoras a entreguistas – em passado recente e o mesmo em nossos dias por meio de guerras híbridas, como a que afetou o Brasil a partir, especialmente, de 2013, também são marcas estadunidenses.
O mesmo se deu e segue em curso na África e no chamado Oriente Médio. Para ficar no Oriente Médio e no mundo árabe, o que os EUA fizeram salta aos olhos. No Irã depuseram, em 1953, o governo liberal e nacionalista (nacionalizou o petróleo) de Mohammad Mossadegh, colocando em seu lugar o xá Mohamed Reza Pahlavi, cujo regime está entre os mais sangrentos da história do país e da região, derrubado pelo povo iraniano em 1979. Se em 1953 a razão era o petróleo, novamente de 1979 até os dias atuais o Irã segue assediado pelos EUA pelo mesmíssimo motivo. Entretanto, claro, a alegação é de que o “regime” (todos os desafetos dos EUA são “regimes”) seria uma “ditadura”.
A retórica farsesca foi a mesma para o Afeganistão (de 2001 em diante mais desavergonhadamente), Iraque (1991 e golpe final em 2003), na trilha da maior invenção da história, o alegado “ataque” às torres gêmeas em Nova Iorque. Detalhe: quase todos os implicados no alegado ataque tinham passaportes sauditas (estranhamente o que derreteu as estruturas de aço das torres não queimou o papel destes documentos), mas a Arábia Saudita nunca foi atacada e, ao contrário, apoiou – e segue apoiando – os ataques dos EUA a todos os seus desafetos na região e no mundo.
Síria e Líbia foram devastadas pelos EUA e seus aliados regionais, de “israel” e Emirados Árabes Unidos, mais Turquia no combo, na esteira da mais gélida “primavera” de todos os tempos, a “árabe”. Tal qual o Iraque, países devastados e a cereja do bolo: seus presidentes capturados e assassinados após depostos, com o da Síria exilado. No Irã de 1953, talvez ainda hoje o modelo maior de golpes e guerras híbridas, Mossadegh foi exilado em prisão domiciliar até morrer.
Os crimes estadunidenses na América Latina e no Caribe sempre buscaram roubar território – do México os atuais estados da Califórnia, Nevada, Utah, Novo México, Texas, Colorado, parte do Arizona, Wyoming, Kansas e Oklahoma, anexados após a guerra empreendida pelo ditador estadunidense plantonista James Knox Polk, e da Colômbia o Panamá, país inventado para abrigar um canal sob domínio dos EUA – e o que há neles, isto é, suas riquezas.
Na Venezuela, cuja sede de democracia dos EUA só é saciada com os mais de 300 bilhões de barris de petróleo venezuelano (reserva conhecida), é a riqueza petrolífera o objetivo. A alegação de narcotráfico venezuelano, nunca antes aventada nem mesmo pela mais fascista oposição do continente, a venezuelana, é mais que ridícula, especialmente partida dos EUA, os maiores consumidores de drogas do mundo, país em que mais de 60 milhões de cidadãos compram diariamente, quase à luz do dia e diante da polícia, todos os tipos de entorpecentes. Diante desta realidade, os EUA são o maior narcoestado conhecido em toda a história.
E sequestrar o presidente Maduro não difere do que aconteceu a todos os dirigentes antes assassinados, exilados, derrubados e presos pelos EUA, de Allende ao sodomizado até a morte Kadafi, um dos assassinatos mais bárbaros das últimas décadas. Os EUA sequestram Maduro diretamente porque não confiam mais este serviço à oposição ultra radicalizada venezuelana, que já falhara em idêntica tarefa contra Hugo Chávez, em 11 de abril de 2002, quando ficou 47 horas afastado do poder.
Não difere, também, do que aconteceu recentemente no Brasil, quando um processo de desestabilização por guerra híbrida começou (mais intensamente) em 2013, com vistas à retomada do poder em 2014, o que não aconteceu e levou ao padrão definido pelo EUA para casos semelhantes: não reconhecer a legitimidade das eleições e questioná-las. Foi o que fizeram contra Dilma desde antes de sua posse, levando à sua deposição ilegal.
E também não difere da sequência de eventos no Brasil, todos patrocinados pelos EUA, cuja dramaticidade ocorreu em 7 de abril de 2018, com a prisão do novamente presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para impedir que ele vencesse as eleições presidenciais 6 meses depois e, com isso, fracassassem todos os objetivos estadunidenses meticulosamente desenhados desde 2005, quando inventou-se o tal “mensalão”.
Em 2018 o sequestro de Lula e sua manutenção nas masmorras foi executado pela gente inculta e vulgar brasileira a serviço dos EUA, o ex-“juiz” Sérgio Moro à frente, em papel parecido com aquele delegado pelo império ao norte à elite reacionária venezuelana contra Chávez.
Os métodos são idênticos, as vítimas pelas mesmas razões desconfortáveis aos interesses ilegítimos dos EUA, isto é, o petróleo e outras riquezas estratégicas, sobre as quais Brasil e Venezuela reclamam legítima soberania. No caso brasileiro, destruir a Petrobrás e nos roubar o petróleo, além de destruir nossas capacidades industriais estratégicas, dentre elas as construções de embarcações e plataformas petrolíferas, bem como nossa poderosa engenharia, que já competia com as grandes construtoras dos EUA e da Europa. Isso para não falar da destruição das nossas indústrias nuclear, de foguetes, mísseis e drones, tal qual fizeram com o atraso que nos impuseram na indústria satelital.
Se o que não deu certo contra Chávez foi revertido com ação direta dos EUA contra Maduro, inclusive com ataque bélico à Venezuela, o que impede que o mesmo aconteça com o Brasil, diante da falha de Moro e CIA?
Por fim, os EUA, agora sob Trump, são o grande inimigo da humanidade, tal qual a Alemanha Nazista foi ao seu tempo. A diferença é que à Alemanha de então declarou-se guerra em dado momento, enquanto que os EUA invadiram e destruíram várias “polônias” sem que o mundo lhe tenha declarado guerra. Estamos diante de uma 3ª guerra mundial empreendida pelos EUA ao menos desde 1991, quando da primeira agressão ao Iraque.
Os EUA precisam ser parados, antes que seja tarde demais. O genocídio palestino em Gaza, proporcionalmente a maior matança de civis da história, bem como de crianças e mulheres, determinada pelos EUA e executada por “israel”, deveria ser o alerta definitivo.
O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, alertou para a gravidade da agressão dos Estados Unidos à soberania da Venezuela, que teve o presidente Nicolás Maduro sequestrado.
“Estamos diante de uma 3ª guerra mundial empreendida pelos EUA ao menos desde 1991, quando da primeira agressão ao Iraque”, escreveu Rabah em nota.
“Os EUA, agora sob Trump, são o grande inimigo da humanidade, tal qual a Alemanha Nazista foi ao seu tempo. A diferença é que à Alemanha de então declarou-se guerra em dado momento, enquanto que os EUA invadiram e destruíram várias ‘polônias’ sem que o mundo lhe tenha declarado guerra”, acrescentou.



