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Fim da escala 6x1 pode aquecer turismo, diz ministro

Gustavo Feliciano, novo ministro do Turismo, afirma que mais um dia de descanso pode estimular lazer e viagens no Brasil

Gustavo Feliciano, novo ministro do Turismo e o presidente -Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - O fim da escala 6x1 pode aquecer o turismo no Brasil ao ampliar o tempo de descanso e lazer dos trabalhadores, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. A proposta em discussão prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

A declaração foi feita por Feliciano neste domingo (17), após sua participação na Corrida da Câmara. De acordo com a CNN Brasil, o ministro avalia que a mudança pode favorecer diretamente o setor turístico, embora entidades empresariais do segmento tenham manifestado resistência à medida.

“O turismo, que é a minha área, tem muito a crescer porque a gente pode ser um dos setores beneficiados com essa medida, tendo em vista que o trabalhador e a trabalhadora vão ter um dia a mais de descanso e lazer e, quem sabe assim, poder aproveitar o turismo e praticar mais turismo no nosso país”, disse Gustavo Feliciano.

Resistência no setor privado

Apesar da expectativa positiva apresentada pelo ministro, parte importante do setor empresarial ligado ao turismo se posiciona contra o fim da escala 6x1. Entre as entidades contrárias à proposta estão a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações.

A avaliação dessas entidades é que a mudança na jornada pode gerar impactos relevantes sobre a cadeia do turismo, que inclui hotelaria, restaurantes, resorts, parques temáticos e outros segmentos. O setor privado aponta risco de aumento dos custos operacionais, perda de competitividade e eventual redução de empregos.

Governo busca entendimento com empresários

Gustavo Feliciano afirmou que os efeitos concretos da proposta só poderão ser avaliados depois que o texto final estiver definido e aprovado. O ministro também disse esperar um entendimento com empresários para reduzir eventuais impactos sobre o setor.

“Só quando a gente tiver realmente o projeto inteiro, a gente vai ter o tamanho do impacto. A gente vai ver o que pode ser feito e assim buscar soluções para que esse impacto seja menor para nosso setor”, declarou.

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