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Flávio Bolsonaro anuncia plano de segurança com presídios inspirados em Bukele e defesa da castração química

Pré-candidato do PL propõe novos presídios federais inspirados no modelo de El Salvador, criticado por violar direitos humanos

Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
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247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, um conjunto de propostas voltadas à segurança pública que pretende implementar caso seja eleito. O plano reúne 12 medidas que abrangem desde a ampliação do sistema prisional até mudanças na legislação penal e novas estratégias de combate ao crime organizado.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro apareceu usando uma camiseta com o slogan “Brasil sem medo” e esteve acompanhado do senador Sérgio Moro (PL-PR), ex-ministro da Justiça e pré-candidato ao governo do Paraná, além de Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado. Ambos participaram da elaboração das propostas apresentadas.

Entre os principais pontos do programa está a promessa de classificar organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. A proposta segue modelo semelhante ao adotado pelo governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado norte-americano.

O plano também prevê a criação de uma força especial das Forças Armadas voltada ao monitoramento das fronteiras terrestres do país, além do reforço da fiscalização no Porto de Santos, considerado uma das principais rotas de escoamento de drogas para o exterior.

Sistema prisional inspirado em El Salvador

Na área penitenciária, Flávio Bolsonaro propõe a construção de cinco novos presídios federais e a criação de 500 mil vagas no sistema carcerário. O projeto tem como referência o modelo adotado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, conhecido pela política de enfrentamento rígido às facções criminosas.

O complexo penitenciário idealizado pelo pré-candidato receberia o nome de “Treva” e faria parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento das punições. Entre as medidas defendidas estão o fim da progressão de regime para condenados e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

O modelo adotado por Bukele em El Salvador é alvo de críticas por violar direitos humanos. A ideia consiste no encarceramento em massa, até mesmo de crianças. Segundo relatórios internacionais, as prisões salvadorenhas praticam crimes contra humanidade com torturas, desaparecimentos, violência sexual e até mesmo o assassinato de membros de gangues.

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