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Freixo diz que família Bolsonaro não tem moral para falar de segurança e acusa grupo de defender intervenção dos EUA no Brasil

Deputado afirma que governo Lula combate facções, milícias e crimes financeiros sem abrir mão da soberania nacional

Marcelo Freixo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 – O deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) criticou duramente a família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais, Freixo afirmou que os Bolsonaro não têm legitimidade para tratar do tema da segurança pública e acusou o grupo político de estimular uma intervenção estrangeira nos assuntos internos do Brasil.

A manifestação ocorre em meio à repercussão da medida anunciada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enquadrou as duas facções brasileiras em categorias utilizadas pela política de segurança nacional norte-americana. Para Freixo, o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelo Estado brasileiro, sem qualquer ameaça à soberania nacional.

"Uma família suspeita de ligações com milicianos e que tem aliados no RJ com conexões com o Comando Vermelho não tem moral para falar de segurança pública. Eles nunca quiseram combater o crime. Eles querem uma intervenção dos EUA no Brasil", escreveu o parlamentar.

Freixo associa bolsonarismo à exploração política da segurança pública

Ao comentar a decisão dos Estados Unidos, Freixo argumentou que o bolsonarismo historicamente utilizou o tema da segurança pública como instrumento político, sem apresentar soluções efetivas para enfrentar as estruturas do crime organizado.

O deputado destacou que o combate às organizações criminosas exige atuação permanente das instituições, inteligência financeira e fortalecimento das forças de investigação, e não discursos que possam abrir espaço para interferências externas.

Na avaliação do parlamentar, o debate não pode se limitar às facções criminosas mais conhecidas do país, mas deve alcançar também outras estruturas ilegais que atuam na economia e na política.

Combate ao PCC, ao CV e às milícias

Freixo defendeu uma ação firme do Estado contra todas as modalidades de organizações criminosas, incluindo facções do narcotráfico, milícias e grupos envolvidos em crimes financeiros.

"CV, PCC, milícia, Master ou qualquer outro grupo criminoso tem que ser combatido de forma dura, implacável e sem abrir mão da nossa SOBERANIA", afirmou.

A declaração faz referência à necessidade de enfrentar diferentes formas de criminalidade organizada sem relativizações ou seletividade política, mantendo a condução das ações sob responsabilidade das instituições brasileiras.

Defesa do governo Lula

O deputado também saiu em defesa das políticas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área de segurança pública. Segundo Freixo, o atual governo tem atuado para fortalecer os mecanismos de combate ao crime organizado sem comprometer a autonomia nacional.

"É isso que o Governo Lula está fazendo", escreveu.

A fala reforça a posição de integrantes da base governista que avaliam com preocupação a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Para esse grupo, o enfrentamento ao crime deve ocorrer dentro dos marcos da legislação brasileira e sob comando das autoridades nacionais.

Soberania no centro do debate

A publicação de Marcelo Freixo se soma às manifestações de lideranças governistas que enxergam riscos de ingerência externa a partir da iniciativa anunciada por Washington. Para esses setores, o combate ao crime organizado deve ser intensificado, mas sem permitir que interesses estrangeiros interfiram em decisões estratégicas do Brasil.

Ao associar a família Bolsonaro à defesa de uma intervenção dos Estados Unidos, Freixo levou o debate para além da segurança pública, colocando a soberania nacional no centro da discussão política desencadeada pela decisão do governo Trump.

Segundo o deputado, enfrentar facções criminosas, milícias e esquemas financeiros ilegais é uma obrigação do Estado brasileiro, mas essa tarefa deve ser conduzida pelo próprio Brasil, sem tutela externa e com respeito à independência nacional.

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