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Gleisi defende reforma do Judiciário e do Legislativo após as eleições

Ministra defende uma reforma para “arejar” as instituições nacionais

Gleisi Hoffmann (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que o Brasil precisa discutir reformas nas instituições após o ciclo eleitoral, incluindo mudanças no Judiciário e no sistema político. Segundo ela, o debate deve ocorrer de forma ampla e considerar diferentes áreas do Estado, em meio às discussões provocadas pelo caso Banco Master.

Em entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, a ministra destacou que a prioridade inicial é a transparência sobre as relações entre autoridades e o banco, antes de avançar para reformas estruturais.

Gleisi defendeu que o país precisa renovar suas instituições após as eleições. “Se formos falar de reformas em instituições, precisamos de reformas em várias áreas, inclusive na política. Está na hora de, passadas as eleições, pensarmos de que forma arejamos as instituições nacionais, não só o Judiciário, mas também o Legislativo, através da reforma política e de outras ações”, afirmou.

Sobre o caso Banco Master, a ministra foi enfática ao cobrar esclarecimentos individuais de todos os envolvidos. “Quem teve relações com Vorcaro tem que se explicar sobre quais foram, o que ganharam ou não e o que ofereceram. O problema maior do Banco Master e do Vorcaro é a sua origem, que está lá no Banco Central do Campos Neto, do Bolsonaro, do Paulo Guedes.”

Ela também ressaltou que o governo federal não teme as investigações. “Nós não temos medo. O governo Lula está muito tranquilo com essa apuração. Isso não vai cair no nosso colo. Se a oposição acha que vai cair, ela que tome cuidado, porque a origem está justamente no governo do Bolsonaro”, declarou.

A ministra defendeu ainda maior transparência por parte do Banco Central, destacando o papel estratégico da instituição. “O Banco Central tem que ser transparente. É uma instituição importante e poderosa, mas tem que ter transparência porque lida com muito dinheiro e com a vida econômica do país. Tem que prestar contas à nação.”

Gleisi também comentou o cenário eleitoral e avaliou que a disputa tende a permanecer polarizada, o que deve limitar o crescimento de candidaturas alternativas. “Essas candidaturas ficarão laterais porque temos uma polarização muito forte. Não são candidaturas que entrarão no pleito para crescer. Será muito difícil isso acontecer. Elas ficarão na periferia da eleição.”

Ao citar possíveis alianças, ela avaliou o posicionamento de Ronaldo Caiado. “A tendência do [Ronaldo] Caiado [pré-candidato do PSD] é ser uma via auxiliar do Flávio Bolsonaro. Cabe isso a ele. Não o vejo com tantas diferenças nesse sentido.”

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