Gleisi: Fortalecimento da Petrobras vem permitindo a redução no preço dos combustíveis
Ministra afirma que privatizações do governo Bolsonaro "impedem que essa redução de preços chegue plenamente à população consumidora"
247 - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta terça-feira (3) que o fortalecimento da Petrobrás tem sido decisivo para a redução dos preços dos combustíveis no país, em meio ao recorde histórico de produção de petróleo registrado em 2025. Segundo ela, os números refletem uma mudança de rumo em relação às políticas adotadas por governos anteriores.
Em publicação nas redes sociais, Gleisi citou dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que apontam que a produção brasileira alcançou 3,77 milhões de barris de petróleo por dia em 2025, um crescimento de 26% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação da ministra foi divulgada originalmente em suas redes sociais.
De acordo com Gleisi Hoffmann, cerca de dois terços de toda essa produção têm origem na Petrobrás. Para a ministra, o protagonismo da estatal é resultado direto de uma estratégia que contrasta com tentativas anteriores de enfraquecimento da empresa. “Quase dois terços dessa produção vêm da nossa Petrobrás, que os governos anteriores queriam entregar para o estrangeiro”, afirmou.
A ministra também relacionou o desempenho da estatal à política de preços praticada nas refinarias. Segundo ela, o fortalecimento da Petrobrás tem permitido quedas expressivas nos valores dos combustíveis. “É o fortalecimento da Petrobrás que vem permitindo a redução dos preços dos combustíveis nas refinarias, que já caíram 27% desde dezembro de 2022”, declarou.
No entanto, Gleisi apontou limites para que essa redução chegue integralmente ao consumidor final. Em sua avaliação, decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro ainda impactam negativamente o mercado. “A privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, no desgoverno de Jair Bolsonaro, impede que essa redução de preços chegue plenamente à população consumidora”, disse.
A ministra concluiu defendendo a reversão dessas medidas, classificando as privatizações como altamente prejudiciais ao país. Para ela, trata-se de um erro histórico que precisa ser revisto. “É preciso corrigir esse que foi um dos maiores crimes já cometidos contra o país e o patrimônio do povo brasileiro”, afirmou.


