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Gonet se reúne com Lula em meio a debate sobre suspeição de Toffoli no STF

Encontro no Planalto ocorre enquanto Supremo analisa pedido de suspeição de Dias Toffoli no caso Master, após relatório da Polícia Federal

Posse do novo procurador-geral da República, Paulo Gonet (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto, em Brasília, em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalia a eventual suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do chamado caso Master. A reunião ocorreu fora da agenda oficial do presidente.

O encontro aconteceu após a Polícia Federal encaminhar ao STF um relatório que sustenta a suspeição de Toffoli, responsável pela condução do processo que envolve o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O Palácio do Planalto confirmou a reunião, mas não divulgou detalhes do conteúdo discutido.

De acordo com interlocutores ouvidos pela reportagem, Lula afirmou durante a conversa que as investigações sobre supostas irregularidades cometidas por bancos e empresas de apostas devem ser conduzidas “com rigor e de forma técnica”. Ainda segundo esses relatos, o presidente defendeu que apurações relacionadas ao sistema financeiro ocorram com independência, rigor técnico e imparcialidade.

O movimento ocorre no mesmo período em que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, encaminhou nesta quinta-feira (12) ao procurador-geral um pedido fundamentado nas informações da Polícia Federal, cabendo a Gonet se manifestar sobre o caso. Antes disso, o próprio Toffoli havia rejeitado a solicitação de suspeição, classificando os dados apresentados pela PF como “ilações”.

Além do pedido baseado no relatório policial, Gonet também analisa outras duas solicitações que questionam a permanência de Toffoli na relatoria do processo envolvendo o Banco Master. Uma delas foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e outra pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Caso acolhidos, os pedidos podem resultar no afastamento do ministro do caso.

Nos últimos meses, a Polícia Federal intensificou operações que investigam possíveis irregularidades em instituições financeiras e eventuais conexões com o crime organizado. Entre as ações deflagradas estão as operações Carbono Oculto, Barco de Papel, Spare, Quasar e Tank.

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