Gonet se reúne com Lula em meio a debate sobre suspeição de Toffoli no STF
Encontro no Planalto ocorre enquanto Supremo analisa pedido de suspeição de Dias Toffoli no caso Master, após relatório da Polícia Federal
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto, em Brasília, em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalia a eventual suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do chamado caso Master. A reunião ocorreu fora da agenda oficial do presidente.
O encontro aconteceu após a Polícia Federal encaminhar ao STF um relatório que sustenta a suspeição de Toffoli, responsável pela condução do processo que envolve o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O Palácio do Planalto confirmou a reunião, mas não divulgou detalhes do conteúdo discutido.
De acordo com interlocutores ouvidos pela reportagem, Lula afirmou durante a conversa que as investigações sobre supostas irregularidades cometidas por bancos e empresas de apostas devem ser conduzidas “com rigor e de forma técnica”. Ainda segundo esses relatos, o presidente defendeu que apurações relacionadas ao sistema financeiro ocorram com independência, rigor técnico e imparcialidade.
O movimento ocorre no mesmo período em que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, encaminhou nesta quinta-feira (12) ao procurador-geral um pedido fundamentado nas informações da Polícia Federal, cabendo a Gonet se manifestar sobre o caso. Antes disso, o próprio Toffoli havia rejeitado a solicitação de suspeição, classificando os dados apresentados pela PF como “ilações”.
Além do pedido baseado no relatório policial, Gonet também analisa outras duas solicitações que questionam a permanência de Toffoli na relatoria do processo envolvendo o Banco Master. Uma delas foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e outra pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Caso acolhidos, os pedidos podem resultar no afastamento do ministro do caso.
Nos últimos meses, a Polícia Federal intensificou operações que investigam possíveis irregularidades em instituições financeiras e eventuais conexões com o crime organizado. Entre as ações deflagradas estão as operações Carbono Oculto, Barco de Papel, Spare, Quasar e Tank.


